O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro participou, na noite de segunda-feira (15), da estreia mundial do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento ocorreu durante o Fraud Fighter Summit, encontro de direita realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Após a exibição, Eduardo Bolsonaro e o diretor do filme, Cyrus Nowrasteh, participaram de um painel mediado pelo influenciador Juan O’Savin. O objetivo da presença do ex-deputado era atrair distribuidores interessados em levar a produção para salas de cinema nos Estados Unidos.
Durante o debate, Eduardo Bolsonaro destacou a dimensão cultural da obra. “O que mais gosto é a guerra cultural. Por exemplo, esse filme aqui vai ser um pesadelo para a esquerda”, afirmou. Ele comparou o potencial de impacto do longa-metragem ao do filme “Exterminador do Futuro 2”, de 1991, sugerindo que “Dark Horse” poderia ter alcance semelhante. “É assim que esse tipo de coisa é poderosa. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial”, disse.
Questionado sobre eventuais reações políticas contrárias, Eduardo Bolsonaro limitou-se a mencionar uma ação na Justiça Eleitoral movida pelo Partido dos Trabalhadores. “O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do atual ocupante da Presidência da República, entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição”, afirmou.
O diretor Cyrus Nowrasteh declarou que o filme foi produzido sem conhecimento do “establishment” e que as autoridades só tomaram conhecimento da produção no final das filmagens. Ele também expressou a expectativa de que a obra contribua para a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. “Esperamos que este filme seja visto no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles reconhecerão a sua própria história, a sua história recente, e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil”, afirmou.
O painel ocorreu um dia antes da condenação de Eduardo Bolsonaro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. No dia seguinte à estreia, ao comentar a decisão judicial, o ex-deputado afirmou que os ministros do STF são “covardes” e admitiu ter atuado junto ao governo de Donald Trump para sancionar magistrados da Corte. “Disseram que eu estava trabalhando com o governo Trump para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal que está mandando todas essas pessoas para a prisão. Isso é verdade. Não porque eu estivesse tentando absolver meu pai no julgamento, porque eu sempre soube que ele seria condenado”, declarou.
O Fraud Fighter Summit, realizado no hotel Aher, em Las Vegas, reuniu cerca de 700 participantes, com ingressos a US$ 350. Os assentos esgotaram. Entre os convidados confirmados para os próximos dias estão o ex-estrategista de Trump Stephen Bannon, a atriz Roseanne Barr e o ex-primeiro-ministro da Coreia do Sul Hwang Kyo-ahn.
Com informações do portal O Globo.