A Prefeitura de Limeira começou, nesta quarta-feira (17), obras para impedir o acesso à Ponte do Esqueleto, estrutura localizada no limite entre Limeira e Cordeirópolis. A intervenção ocorre após a morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues Freitas, de 21 anos, que foi jogada sem cordas durante um salto de rope jump no sábado (13).

A ponte pertence ao governo federal. Segundo a administração municipal, as obras incluem o fechamento de acessos irregulares e a reabertura de uma vala que havia sido aberta em 2024 a pedido da União, mas que foi fechada por terceiros. A prefeitura informou que está prestando apoio operacional ao governo federal, que reconheceu sua responsabilidade pela área e solicitou a colaboração do município para ampliar a proteção do local até a adoção de medidas definitivas.
“A atuação ocorre após o Governo Federal reconhecer sua responsabilidade pela área e solicitar apoio operacional do município para ampliar a proteção do espaço até a adoção de medidas definitivas”, afirmou a Prefeitura de Limeira.
As obras estruturais definitivas, como a construção de muros de contenção, o fechamento da área e a manutenção das valetas, permanecem sob responsabilidade do governo federal. A Prefeitura de Cordeirópolis, por sua vez, afirmou que já mantinha o acesso bloqueado pelo lado do município há anos e que fará o reforço dessa barreira.
Na segunda-feira (15), durante reunião com autoridades federais e locais, o superintendente da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) no estado, Celso Santos Carvalho, sugeriu a doação ou cessão da ponte à Prefeitura de Limeira. O prefeito Murilo Félix (Podemos) recusou a proposta. Segundo a gestão municipal, não há interesse público em receber a estrutura, que não está entre as prioridades da atual administração.
A ponte, herdada pela União após a extinção de estatais ferroviárias há cerca de 20 anos, era frequentada há anos por praticantes de esportes radicais, apesar de o acesso ser proibido. Ao menos três grupos realizavam saltos de rope jump no local, principalmente nos fins de semana. Tanto Limeira quanto Cordeirópolis defendem a derrubada da estrutura como solução definitiva.
O governo federal informou que instalará barreiras físicas de acesso e placas informando que se trata de propriedade da União e que a entrada é vedada. A transferência da ponte do DNIT para a SPU foi oficializada em maio.
No sábado (13), Maria Eduarda foi lançada da ponte sem qualquer equipamento de segurança. Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, 27 anos, e Maicon Fernandes Cintra, 42 anos, foram presos em flagrante e indiciados por homicídio com dolo eventual. A prisão foi convertida em preventiva no domingo (14).
Há registro de outros acidentes graves na ponte. No ano passado, duas pessoas ficaram feridas durante a prática de rope jump. Em 2024, uma ciclista morreu após cair da estrutura.
Com informações da Folha de S.Paulo.