“Eleger mulheres é questão de urgência e sobrevivência”, disse a candidata pelo PSOL à Câmara dos Deputados, Taty, do Paraíba Feminina. As mulheres representam 51% da população da Paraíba, conforme dados do Censo 2022. Ou seja, são mais de 2 milhões de mulheres. Na última Eleição, nenhuma mulher paraibana alcançou a Câmara dos Deputados. “Isso escancara o óbvio: desde sempre fomos sub-representadas no Congresso Nacional, composto por apenas 18% de mulheres”, disse Taty em manifesto publicado nas suas redes sociais, na segunda-feira (3).

De 2015 a 2025, o número de feminicídios aumentou 30% no país. Foram mais de 1.500 mortas só no ano passado. Na Paraíba, o crescimento foi de 10,4%, e 36 mulheres foram vítimas de feminicídio. Em 2025 o Brasil bateu recorde de agressões contra todas as mulheres.
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“Em maior ou menor grau, todas as mulheres já sofreram algum tipo de abuso ou violência ao longo da vida. Eu estou incluída nisso”, disse a candidata do PSOL.
Em 2019, no início do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro, surgiu o portal Paraíba Feminina. O que seria um projeto jornalístico focado na defesa dos direitos das mulheres e na denúncia de violências e violações se tornou algo maior. “A pauta jornalística se tornou política”, disse Taty.
De acordo com a candidata, é no Congresso Nacional, participando das discussões na construção das leis, que a população vai ser representada. “O Congresso não é lugar para homens abusadores, investigados por feminicídio e condenados pela Maria da Penha”, afirmou a candidata pelo PSOL.
Com informações de assessoria de imprensa.