O pastor e empresário Marcio Poncio foi preso nesta quinta-feira (2) pela Polícia Federal na 5ª fase da Operação Unha e Carne. A prisão ocorreu em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Ele é investigado por possíveis ligações com a chamada “Máfia do Cigarro”, esquema comandado pelo bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.

Além de Poncio, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão de Adilsinho e do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ambos já estavam presos. O ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, também é alvo de mandado de busca e apreensão nesta etapa da operação.
Segundo a Polícia Federal, esta fase busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo “capo” da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.
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A operação está inserida no contexto da decisão do STF na ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação de grupos criminosos violentos no estado e suas conexões com agentes públicos.
A 5ª fase da Unha e Carne teve origem na Operação Fumus, deflagrada em junho de 2021, que mirava o monopólio de cigarros no Grande Rio. Na ocasião, foram apreendidas planilhas com supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais. As listas chamaram a atenção dos investigadores por possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Rio.
Adilsinho, que era alvo da operação de 2021, só foi preso em fevereiro deste ano, em Cabo Frio, após monitoramento por drones. Ele é apontado como o principal responsável pelo esquema de falsificação e monopólio de cigarros no estado.
Em nota, Marco Antônio Cabral negou as acusações. Ele afirmou que recebeu o mandado de busca e apreensão de forma tranquila, com total colaboração às autoridades, e reafirmou seu respeito às instituições, permanecendo à disposição para prestar esclarecimentos.
A Polícia Federal cumpriu, nesta fase, 14 mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões. Adilsinho e Rodrigo Bacellar serão transferidos para presídios federais.
Com informações do portal g1.