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MP deflagra operação contra rede financeira clandestina ligada ao PCC
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O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (21) uma operação para desarticular uma organização que atuava como braço logístico do crime organizado, prestando serviços de lavagem de dinheiro para criminosos comuns e chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Investigações apontam que operadores recebiam dinheiro em espécie de origem ilícita e realizavam transferências por meio de contas de pessoas jurídicas de fachada
Investigações apontam que operadores recebiam dinheiro em espécie de origem ilícita e realizavam transferências por meio de contas de pessoas jurídicas de fachada (Foto: Divulgação)

Segundo as investigações, os operadores recebiam dinheiro em espécie de origem ilícita e realizavam transferências por meio de contas de pessoas jurídicas de fachada, pagando comissões para dar aparência de legalidade aos recursos. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e contas ligadas aos investigados e às empresas utilizadas no esquema.

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A função de um doleiro é prestar um serviço, fora da legalidade, a qualquer pessoa ou empresa disposta a pagar taxas pelas transações. De acordo com os promotores, o grupo funcionava como prestadores de serviços de bancarização para ocultar a origem criminosa dos valores.

Avanço da apuração

A investigação ganhou impulso após um dos participantes do chamado “tribunal do crime”, de julgamentos internos da facção, gravar áudios de até uma hora nos quais membros da organização apresentavam histórico prisional, conexões internas e regras de conduta. Registros de áudio e planilhas financeiras apreendidas também apontaram relações entre os investigados e oficiais de alta patente da Polícia Militar de São Paulo, que seriam usados para garantir trânsito, blindagem e apoios estratégicos.

Os investigadores identificaram transações volumosas realizadas por Alexandre Salles Brito, conhecido como Buiu. Entre os principais clientes da rede estava o chefe do PCC Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moja ou Léo do Moinho, acusado de chefiar o tráfico na Favela do Moinho, no centro de São Paulo. Ele foi preso em 2024 durante a operação Salus et Dignitas.

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Segundo os promotores, para adquirir bens sem usar o próprio nome e justificar o dinheiro vivo, Leonardo Moja recorria aos operadores financeiros, que realizavam as compras em troca do montante em espécie.

Interferência em conflitos privados

O Ministério Público destacou que a rede financeira também interferia na resolução de conflitos privados. Um dos casos investigados envolve a disputa por imóveis de luxo na Riviera de São Lourenço, no litoral de São Paulo, em que as partes recorreram à facção. A investigação aponta que o grupo de Léo do Moja interveiu em favor do empresário Cléber Azevedo dos Santos, consolidando a relação de prestação de serviços entre ele e o braço financeiro do PCC.

A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de prisão preventiva em endereços ligados aos investigados.

Com informações do portal g1.

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