Uma emenda de R$ 539 mil do deputado federal Mario Frias (PL-SP) entrou no financiamento de um projeto de tiro em Saltinho, interior de São Paulo, que pagou R$ 920 mil a empresas do presidente da associação que toca a iniciativa. A Associação Nacional Rifle recebeu R$ 1 milhão por termo de fomento do Ministério do Esporte. R$ 539 mil vieram de Frias; o restante, de emenda de Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). O destino formal era o tiro ao prato.

A ANR contratou duas empresas de Rafael Zampaulo, o presidente da entidade. Noventa por cento do dinheiro das emendas foi para elas: Company Thzt Security, R$ 527 mil; Clube de Tiro Desportivo Red Neck, R$ 392 mil — equipamentos e serviços. Notas ao ministério apontam R$ 200 mil em dez máquinas lançadoras automáticas e R$ 90 mil em munição calibre 12. Uma das empresas de Zampaulo levou R$ 110 mil por 72 diárias de estande e R$ 45,4 mil pelo aluguel de dez espingardas.
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O termo de fomento exige impessoalidade. Ao assinar, o presidente da ANR declarou que não contrataria empresa do mesmo grupo ou com participação societária cruzada.
Luiz Philippe disse ter indicado o recurso pela finalidade pública e pelos critérios técnicos. “Espero que tudo seja apurado e se houver irregularidade, de quem quer que seja, espero seja devidamente punido”.
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O Ministério do Esporte soube pelas reportagens. Se confirmar irregularidade, pode glosar despesa, pedir o dinheiro de volta e reprovar as contas.
Frias foi alvo de busca e apreensão em 10 de setembro, noutro inquérito no STF. Depois da operação, negou irregularidade: “Vou colaborar com tudo que for pedido, vou entregar cada documento”.
Com informações do portal UOL.