A Polícia Civil investiga a morte de Bernardo Augusto Rocha, de 11 anos, ocorrida após o menino passar mal no Colégio Municipal José de Oliveira, em Bertioga, no litoral paulista. Ele havia levado uma “bolada na cabeça” durante uma atividade física.

A família descreve Bernardo como uma criança saudável, sem problemas de saúde prévios ou alergia a medicamentos. De acordo com relatos de testemunhas feitos aos parentes, depois de ser atingido o estudante retornou à sala de aula e passou mal. Não foi informado o intervalo de tempo entre a bolada e o início do mal-estar.
Ainda segundo essas informações, dentro da sala o menino caiu e bateu a cabeça “no chão ou na carteira”. A professora não estava na classe no instante do ocorrido, e foram os próprios alunos quem avisaram os funcionários. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado.
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Enquanto o socorro não chegava, um funcionário da escola com experiência anterior como bombeiro tentou reanimar a criança. Logo depois, outra funcionária colocou Bernardo em um veículo e o conduziu até a Unidade Bertioguense de Especialidades Médicas (Unibem), o posto mais próximo.
Os familiares concentram as críticas no atendimento prestado na Unibem. Eles afirmam que um médico da unidade teria executado a intubação de maneira incorreta, o que, segundo o relato, prejudicou a respiração do menino e piorou seu estado.
No próprio posto, o Samu assumiu o caso e transferiu o estudante, já em estado grave, para o Hospital de Bertioga. Lá, depois de aproximadamente 40 minutos de manobras de reanimação, a morte foi declarada.
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A família também solicitou às autoridades o acesso às imagens das câmeras de segurança da escola, a fim de esclarecer como ocorreu a queda dentro da sala de aula.
Exame preliminar do Instituto Médico Legal (IML) indicou que Bernardo sofreu um “aneurisma na cabeça”, que evoluiu para um infarto. Já o atestado de óbito registrou “insuficiência respiratória” como causa. O órgão ainda realiza exames complementares.
Em nota oficial, a Prefeitura de Bertioga lamentou o falecimento e expressou “suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e toda a comunidade escolar neste momento de imensa tristeza”.
A administração municipal explicou que o encaminhamento à Unibem ocorreu pela gravidade do quadro e por se tratar do serviço de saúde mais próximo. Questionada especificamente sobre a denúncia de falha na condução médica, a prefeitura não respondeu a esse ponto.
Segundo a nota, enquanto se aguardava o Samu, a equipe médica da unidade iniciou imediatamente os protocolos de emergência e reanimação, antes da transferência para o Hospital de Bertioga.
“Apesar de todos os esforços das equipes envolvidas, infelizmente a criança não respondeu às manobras e o óbito foi constatado. A Prefeitura se solidariza com a família neste momento de dor e permanece à disposição para prestar todo o apoio necessário”, diz a nota.
Com informações do portal g1.