Em uma investida direta contra o domínio de computadores tradicionais como MacBooks e notebooks com Windows, a Google anunciou oficialmente os detalhes de sua nova plataforma para computadores portáteis: a linha Googlebook. O ecossistema marca a transição estratégica da gigante de buscas, substituindo gradualmente o consumo focado no ecossistema de nuvem do ChromeOS por uma arquitetura desktop nativa baseada em Android.

Os novos dispositivos entram em pré-venda global neste mês de setembro, com chegadas ao mercado norte-americano programadas para o início de outubro, com preços sugeridos a partir de US$ 899 no modelo de entrada.
Ao contrário do antigo ChromeOS, que se baseava essencialmente no navegador web para rodar aplicações, o novo Googlebook OS (desenvolvido internamente sob o codinome Aluminium OS) foi construído com base em uma versão otimizada do Android 17 voltada para desktops.
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Ponteiro Mágico (Magic Pointer): Movido pelo motor do Gemini, o recurso permite que o usuário agite o cursor sobre qualquer elemento na tela para que o sistema analise visualmente o conteúdo e sugira ações automáticas — como sugerir combinações de roupas em sites ou extrair dados de imagens e documentos.
Widgets por Linguagem Natural: Ferramenta que permite ao usuário solicitar a criação de widgets dinâmicos apenas digitando o que precisa. O sistema cruza dados automaticamente de aplicativos como Google Agenda, Gmail e Google Mapas.
Multitarefa e Janelas Flutuantes: Compatibilidade nativa com milhares de aplicativos da Google Play Store (como Canva, Adobe Acrobat, CapCut e Spotify) sem simulação pesada, rodando em janelas redimensionáveis.
Recurso Rambler: Ferramenta de inteligência artificial voltada para ditado avançado e transcrição, capaz de organizar ideias e “chuvas de pensamentos” sem estrutura em textos coesos e estruturados.
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A Google não focará na produção exclusiva de hardware próprio, adotando a estratégia de parcerias com fabricantes globais (OEMs). As cinco maiores parceiras do ecossistema já confirmadas para o lançamento de modelos Googlebook são: Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo
Quanto à compatibilidade, o ecossistema roda em arquiteturas ARM e x86 (Intel e AMD). Dispositivos anteriores da linha Chromebook equipados com processadores como os chips MediaTek Kompanio ou Intel Alder Lake poderão ser elegíveis para a migração até o novo sistema.
A chegada do Googlebook pretende solucionar os gargalos históricos enfrentados por notebooks.
Eficiência e Autonomia: Por ser erguido sobre a base do ecossistema Android em vez de um kernel tradicional de PC de instrução pesada, a promessa da fabricante é de autonomia de bateria de até 14 horas de uso contínuo.
Ciclo de Vida Ampliado: A fabricante prometeu até 10 anos de atualizações de segurança e software garantidas para a plataforma, superando a média atual de mercado de computadores com Windows.
Desempenho Nativo para IA: Enquanto o Windows 11 exige unidades de processamento neural (NPUs) dedicadas em hardware mais custoso para rodar recursos Copilot locais, o Googlebook traz a IA Gemini embarcada no nível mais profundo do sistema operacional.
A integração com os smartphones baseados no sistema Android é descrita pelos executivos como o pilar do lançamento.
Através da barra de tarefas do Googlebook OS, o usuário conta com um botão dedicado ao espelhamento e casting direto de aplicativos ativos no telefone. Além disso, a troca de arquivos e modificação de diretórios do smartphone acontecem em tempo real, sem a necessidade de transferência prévia de arquivos por nuvem ou cabos. Atendimentos a chamadas, envio de SMS e cópia de textos da área de transferência funcionam de forma unificada entre os dois aparelhos.