A construção da nova travessia sobre o Rio Cuiá atingiu uma etapa decisiva neste sábado (10), em João Pessoa, com a instalação inicial das vigas de aço da sua primeira fase. Executado pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), o projeto viário visa restabelecer o tráfego regular entre os bairros Mangabeira e Valentina Figueiredo, solucionando problemas históricos de inundações na área, oferecendo segurança aos transeuntes e assegurando medidas de preservação ambiental.

O acompanhamento dos trabalhos operacionais na estrutura foi realizado pelo prefeito Leo Bezerra (PSDB). O gestor ressaltou o empenho para manter o cronograma do empreendimento após contratempos iniciais.
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“Muitos chegaram a prometer essa ponte, muitos chegaram a declarar que fariam esta obra, e nós verdadeiramente estamos fazendo, cumprindo com o cronograma, com o nosso papel. Desde o início que estamos acompanhando passo a passo, cobrando e discutindo com a empresa, cobrando prazos. Tivemos alguns problemas estruturais por conta das chuvas, tínhamos alguns problemas iniciais por demandas da antiga empresa, mas Deus nos deu coragem e determinação para continuarmos seguindo em frente. E hoje é um dia histórico porque estamos içando e colocando as três primeiras vigas. Logo terminado esta etapa, vamos passar o asfalto, liberar a pista para o lado de lá e depois começar a segunda etapa, que é a segunda ponte, na verdade, elas vão se unir aqui na ligação de Mangabeira com Valentina”, disse o prefeito.
Orçada em R$ 27 milhões, a edificação mista — constituída por concreto e aço — foi projetada com um vão livre de 40 metros para facilitar o escoamento do leito do rio e atenuar os reflexos no sistema de drenagem da região. A pista abrigará quatro faixas para circulação de veículos, além de vias dedicadas a ciclistas, passeios para pedestres e sistema de iluminação.
O titular da Seinfra, Rubens Falcão, explicou que a definição da altura do viaduto baseou-se em análises técnicas sobre a vazão da água.
“Para o projeto fizemos um estudo hídrico do rio para que pudéssemos definir a altura da ponte, para que não haja mais inundação. Também foi feito um trabalho de enrocamento no rio para evitar que a correnteza desgaste os barrancos e cause desmoronamentos. Logo concluído o viaduto, nós vamos abrir o rio, vamos reflorestar, vai ficar muito bacana. Essa ponte também vai ter ciclovia, passagem para pedestre e iluminação. Vai ficar muito moderno”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Rubens Falcão.
Sob a perspectiva da fiscalização do empreendimento, as melhorias estruturais preveem uma margem de segurança expressiva contra cheias pluviométricas.
“Para se ter uma ideia está ponte que estamos construindo vai ficar a altura de quatro metros acima da cota da ponte existente. Considerando que o alagamento subia aí em torno de dois metros, a gente, mesmo havendo repetição de alagamento, teremos folgas ainda de dois metros para a ponte que estamos construindo com relação à atualmente existente. E quando fizermos os gabiões, o alargamento do rio e a retirada dessa antiga ponte, a subida do rio será de apenas 1,20m”, explicou o engenheiro da Seinfra responsável pela fiscalização da obra, Joaquim Almeida Neto.
A interrupção do trânsito nos períodos chuvosos altera a rotina de quem precisa circular pelo trecho. O gesseiro Joalto da Silva, morador de Paratibe, descreveu as complicações enfrentadas no local antes da intervenção.
“Vai beneficiar muito porque em época de chuva fica intransitável mesmo. Já teve época de eu deixar o carro do outro lado desse rio, porque não tinha como passar o carro. Eu fui a pé para casa e deixei o carro para voltar no outro dia para o trabalho. Essa obra é a concretização de um sonho. Vamos economizar tempo e dinheiro, porque antes tínhamos que dar volta por um desvio que tem para Mangabeira. Agora vai ser mais tranquilo”, contou o gesseiro Joalto da Silva, morador de Paratibe.
Situação semelhante é vivenciada por trabalhadores que utilizam o transporte coletivo para acessar outras áreas da cidade, como é o caso do eletricista e segurança Luís Carlos, residente na comunidade Santa Bárbara, no Valentina Figueiredo.
“Será uma mão na roda. Vai melhorar porque vai acabar esse transtorno do transporte público não poder passar aqui quando chove. Eu trabalho no bairro de Manaíra e gasto cerca de 1h30 para chegar em casa. No período das chuvas eu perco até a noção do tempo. Vai melhorar bastante nossa vida”, comemorou Luís Carlos.
A estratégia da Seinfra estabelece que, ao final do asfaltamento e liberação do tráfego na estrutura inicial, a equipe dará início à construção do trecho correspondente ao lado esquerdo do complexo. A junção dos dois lados resultará em uma rota integrada para os milhares de cidadãos que transitam diariamente entre as duas localidades da zona sul.
Fonte: PMJP