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Defensoras Populares da PB concluem módulo sobre empreendedorismo e autonomia financeira em João Pessoa
Termômetro da Política
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As lideranças em formação no projeto Antes que Aconteça, em parceria com a Fiocruz, participaram da última aula presencial do módulo sete no polo de João Pessoa, realizada na Central de Polícia, no bairro do Geisel. O encontro abordou o empreendedorismo feminino e a autonomia financeira como instrumentos para ampliar o acesso à justiça e o enfrentamento à violência de gênero nos territórios.

Atividade incluiu demonstrações práticas sobre como iniciar um negócio, o compartilhamento de casos de sucesso de empreendedorismo feminino na Paraíba e a troca de experiências entre as defensoras
Atividade incluiu demonstrações práticas sobre como iniciar um negócio, o compartilhamento de casos de sucesso de empreendedorismo feminino na Paraíba e a troca de experiências entre as defensoras (Foto: Divulgação)

A facilitação ficou a cargo da professora Suelen Fabres, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que atua na área de Administração e desenvolve ações de educação financeira. Ela orientou as participantes a identificar habilidades capazes de gerar renda, de forma individual ou por meio da economia solidária, com foco em ampliar a autonomia, sobretudo de mulheres em situação de vulnerabilidade.

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“Essa liberdade financeira ela não vai propriamente impedir uma violência, mas ela vai trazer mais oportunidades, mais decisões de escolha para a mulher, mais apoio e mais conhecimento para que ela saiba identificar quando ela tá recebendo, por exemplo, uma violência patrimonial”, detalhou Suelen. Ela explicou que esse tipo de violação está previsto na Lei Maria da Penha e se caracteriza como qualquer conduta que subtraia ou destrua bens, instrumentos de trabalho, documentos pessoais ou recursos econômicos da vítima.

A atividade incluiu demonstrações práticas sobre como iniciar um negócio, o compartilhamento de casos de sucesso de empreendedorismo feminino na Paraíba e a troca de experiências entre as defensoras. Na reta final do curso, as participantes avaliaram a formação como transformadora e afirmaram que já aplicam o aprendizado nas comunidades onde atuam.

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A aluna Renata Nunes, moradora do bairro de Muçumagro, relatou: “A gente passou esses oito meses aprendendo um pouco mais sobre os direitos, sobre os acessos, sobre a rede de encaminhamentos, e é muito importante quando a gente vai para a nossa comunidade e consegue levar esse saber e ajudar tantas outras mulheres”.

Para Camila da Conceição, de Santa Rita, o processo representa desenvolvimento pessoal e coletivo. “Não teve nenhuma aula que eu não saísse daqui sem encontrar ou sem ter conhecimento de um direito diferente. Eu acho que isso é bem significativo e marca muito esse processo de formação contínuo”, afirmou. Ela acrescentou que o curso “é um lugar seguro, de escuta, que nós, enquanto coletivo, temos pra estar expondo e trazendo questões, inquietações e até os próprios atravessamentos que a gente vai sendo submetido”.

O Antes que Aconteça também forma defensoras populares em Campina Grande e em Sousa. Na Rainha do Borborema, a última aula presencial do módulo sete ocorre nesta sexta-feira (16), na Fundação Pedro Américo. Em Sousa, o encontro está marcado para 22 de outubro, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ao todo, 120 defensoras populares estão em formação.

Após essa etapa, no módulo oito, as participantes apresentarão os Planos de Articulação Comunitária (PACs), que reúnem propostas de atuação prática nos territórios com o objetivo de multiplicar os conhecimentos e fortalecer as redes de apoio às mulheres. A formatura está prevista para o final de novembro deste ano, após o cumprimento da carga horária de 155 horas, distribuídas entre atividades presenciais e on-line. Durante a capacitação, as defensoras recebem bolsa mensal de R$ 700.

A idealizadora e coordenadora nacional do Antes que Aconteça, senadora Daniella Ribeiro, destacou que a formação da primeira turma de Defensoras Populares na Paraíba representa um passo importante para fortalecer a rede de proteção às mulheres no estado. “Estamos preparando lideranças que conhecem a realidade de suas comunidades e que poderão atuar na orientação, no acolhimento e na divulgação de direitos. Nosso objetivo é fazer com que esse conhecimento chegue cada vez mais longe, ajudando outras mulheres a reconhecer situações de violência e a buscar apoio”, pontuou.

Fonte: Assessoria de imprensa

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