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Multidão vai às ruas no Irã para funeral das 165 meninas assassinadas por EUA e Israel enquanto estavam na escola
Termômetro da Política
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Milhares de iranianos participaram nesta terça-feira (3) do funeral coletivo das vítimas do bombardeio que atingiu uma escola primária de meninas em Minab, no sul do Irã, no sábado (28). 165 estudantes morreram no ataque, ocorrido no primeiro dia da ofensiva coordenada por Estados Unidos e Israel contra o país.

165 meninas morreram no ataque, ocorrido no primeiro dia da ofensiva coordenada por Estados Unidos e Israel contra o país
165 meninas morreram no ataque, ocorrido no primeiro dia da ofensiva coordenada por Estados Unidos e Israel contra o país (Foto: Reprodução/X)

O escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, manifestou profunda preocupação com o incidente e cobrou uma investigação rigorosa. A porta-voz Ravina Shamdasani declarou que o alto comissário Volker Türk defende uma apuração “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do bombardeio.

“Isso é absolutamente horrível”, afirmou Shamdasani, referindo-se às imagens que circulam nas redes sociais. Segundo ela, as fotos mostram “a essência da destruição, do desespero, da falta de sentido e da crueldade deste conflito”.

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A porta-voz destacou que cabe às forças responsáveis pelo ataque conduzir a investigação e divulgar informações transparentes sobre o ocorrido. O escritório da ONU não apontou culpados específicos, mas enfatizou que ainda não dispõe de elementos suficientes para classificar o bombardeio como crime de guerra.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou na segunda-feira (2) que as forças americanas tenham atacado deliberadamente a escola. Israel informou que está investigando o episódio.

O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, já havia encaminhado carta ao alto comissário Volker Türk em 1º de março, classificando o ataque como “injustificável” e “criminoso”. Na carta, ele informou que 165 estudantes perderam a vida.

O escritório de direitos humanos da ONU reforçou o apelo para que todas as partes envolvidas no conflito atuem com moderação e retomem as negociações diplomáticas.

Com informações do portal g1.

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