ads
Economia - -
Alta no preço do barril de petróleo pressiona reajustes para gasolina e diesel no Brasil
Termômetro da Política
Compartilhe:

O preço do barril de petróleo Brent disparou 13,1% desde o último sábado, passando de US$ 72,48 para US$ 81,99, em reação ao conflito no Oriente Médio iniciado com o ataque coordenado de Estados Unidos e Israel contra o Irã. A alta elevou a defasagem entre os valores praticados no Brasil e a cotação internacional, abrindo espaço para reajuste de R$ 0,29 por litro na gasolina nas refinarias, conforme cálculo da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

Reajuste no preço da gasolina depende de decisão da Petrobras (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Segundo a entidade, a defasagem atual da gasolina chega a 11%, o que demandaria aumento de R$ 0,29 para alinhar o preço interno ao mercado externo. Para o diesel, a diferença é ainda maior: 25%, equivalente a R$ 0,83 por litro. Os reajustes, no entanto, dependem exclusivamente da decisão da Petrobras, que até o momento não se manifestou sobre o assunto.

A paridade da gasolina mantinha estabilidade desde a redução de 5,2% anunciada em janeiro, quando os preços internos estavam alinhados à cotação internacional do petróleo. A Abicom aponta que, até o fim da semana passada, o valor do combustível era considerado condizente com o mercado global. Com o salto recente do Brent, a defasagem acumulada atinge R$ 0,45 por litro.

Leia também
Trump anuncia corte de todas as relações comerciais entre EUA e Espanha

Em janeiro, a queda de quase 20% do petróleo no acumulado de 2025 — que levou o barril a fechar o ano passado em US$ 60,85 — havia gerado defasagem de R$ 0,20 e justificado a redução promovida pela Petrobras. No caso do diesel, os preços permanecem estáveis para as distribuidoras desde dezembro de 2022. Com isso, a paridade de importação do produto acumula aumento de R$ 1,02 por litro desde o último reajuste anunciado pela estatal.

A atual política de formação de preços da Petrobras, em vigor desde maio de 2023, abandonou a paridade internacional como principal referência para os ajustes diários de gasolina e diesel — modelo que vigorava desde 2016. A companhia passou a adotar critérios próprios, considerando fatores como mercado interno, câmbio e concorrência, sem vinculação automática às oscilações internacionais.

Com informações do portal UOL.

Compartilhe: