O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (3) que os EUA cortarão todas as relações comerciais com a Espanha em retaliação à decisão do governo espanhol de não autorizar o uso de suas bases militares para os ataques americanos contra o Irã. A declaração foi feita durante entrevista na Casa Branca, no momento em que Trump recebia o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz.

“A Espanha tem sido terrível. Na verdade, eu disse ao Scott [Bessnet, secretário do Tesouro] para cortar todas as relações com a Espanha. A Espanha chegou a dizer que não podemos usar as bases deles. E tudo bem. Podemos usar a base deles se quisermos. Podemos simplesmente entrar voando e usá-la. Ninguém vai nos dizer que não podemos usá-la”, disse Trump.
Mantendo tom confiante sobre a ofensiva militar no Irã, o presidente americano comentou o recente ataque ao prédio da Assembleia dos Peritos — órgão responsável por escolher o próximo líder supremo iraniano: “Tudo foi destruído no Irã. Estamos muito bem. Hoje houve outro ataque à nova liderança. O pior cenário é que alguém tão ruim quanto o anterior assuma o poder. Gostaríamos de ver alguém lá que seja melhor”.
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Trump aproveitou a oportunidade para criticar as ações do governo iraniano, acusando Teerã de direcionar ataques a alvos civis em retaliação: “O Irã está atacando países que não têm nada a ver com o que está acontecendo. Está atingindo apenas instalações civis”, afirmou.
Do lado iraniano, um general da Guarda Revolucionária Islâmica, Ebrahim Jabari, respondeu às ameaças com advertência dura. Em declaração citada pela agência de notícias Isna, o oficial afirmou que a continuidade dos bombardeios conjuntos de Estados Unidos e Israel terá consequências graves para a economia regional: “Dizemos ao inimigo que, se decidir atacar nossos principais centros, nós atacaremos todos os centros econômicos da região”.
Jabari destacou ainda o impacto imediato das medidas iranianas no mercado global de energia: “Fechamos o estreito de Ormuz. Atualmente, o preço do petróleo passa dos 80 dólares e em breve atingirá os 200 dólares”. Nesta terça-feira, o barril do Brent superou os 85 dólares pela primeira vez desde julho de 2024, refletindo a tensão crescente no Oriente Médio.
Com informações do portal g1.