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Patches discretos nas mangas de jogadores da Copa do Mundo integram programa de colecionáveis
Termômetro da Política
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Durante a Copa do Mundo de 2026, telespectadores atentos notaram a presença de pequenos patches nas mangas esquerdas das camisas de diversos jogadores. A Fifa ainda não explicou de forma clara como funciona a distribuição desses remendos, que fazem parte de um programa inédito no futebol e têm como objetivo futuro a produção de cards colecionáveis de alto valor.

Lionel Messi usa patch de legado (Foto: Divulgação/FIFA)

Os patches são muito discretos e estão posicionados logo abaixo do emblema oficial da Copa do Mundo 2026. Eles são retirados das camisas ao final de cada partida e serão incorporados a cards da Topps, empresa que assumirá a licença de figurinhas e colecionáveis a partir de 2031, substituindo a Panini.

O programa foi anunciado em maio pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, e pelo CEO da Fanatics, Michael Rubin. Na ocasião, Infantino afirmou: “Este contrato começa apenas daqui a alguns anos e se estenderá por vários torneios, mas já inclui o primeiro programa de patches de camisa de jogadores da história, que terá início justamente na Copa do Mundo da FIFA que se aproxima”.

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Rubin explicou que a iniciativa segue o modelo já adotado em outras ligas americanas: “Nos três anos anteriores ao início da licença da Fanatics, a NFL colocou patches de estreia nos rookies em sua primeira partida e guardou essas relíquias até os direitos contratuais entrarem em vigor. Fizemos o mesmo com a NFL, a NBA e a MLB — todos com cerca de cinco anos de antecedência”.

De acordo com levantamento realizado pelo site The Athletic, os patches identificados até o momento são de quatro tipos:

  • Patch de estreia (debut): destinado a todos os jogadores que disputam sua primeira Copa do Mundo;
  • Patch de legado (legacy): reservado a jogadores com participação em cinco ou mais edições da Copa do Mundo, como Luka Modric (Croácia), Yuto Nagatomo (Japão), Manuel Neuer (Alemanha), Cristiano Ronaldo (Portugal) e Lionel Messi (Argentina). O goleiro mexicano Guillermo Ochoa, apesar de ter integrado seis delegações, não recebeu o patch por ter atuado em apenas três torneios;
  • Patch de vencedor da Chuteira de Ouro (golden boot): para jogadores que já foram artilheiros de uma edição da Copa do Mundo, como Kylian Mbappé (França), Harry Kane (Inglaterra) e James Rodríguez (Colômbia);
  • Patch de vencedor da Luva de Ouro (golden glove): destinado aos goleiros premiados como os melhores de uma edição, entre eles Neuer, Emiliano Martínez (Argentina) e Thibaut Courtois (Bélgica).

Os cards que receberão esses patches serão autografados pelos jogadores e devem se tornar itens de alto valor no mercado de colecionáveis. Analistas do setor consideram praticamente certo que os cards com patches de Messi e Ronaldo alcancem valores superiores a US$ 1 milhão quando forem lançados, a partir de 2031.

Até o momento, a Fifa e a Fanatics mantiveram comunicação limitada sobre o funcionamento completo do programa nas transmissões e comunicados oficiais da Copa do Mundo.

Com informações do portal Veja.

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