O Ministério do Interior da Espanha anunciou nesta sexta-feira (31) que 25 mil imigrantes já retornaram de Ceuta para o Marrocos até o momento, após a grande invasão do território autônomo espanhol no norte da África registrada um dia antes.

Segundo o prefeito da cidade, cerca de 60 mil pessoas atravessaram a fronteira nas últimas 24 horas. Apesar de tentativas de invasão ainda ocorrerem nesta sexta-feira, a agência de notícias Reuters registrou o movimento de retorno de parte desses imigrantes ao Marrocos.
Um migrante de Tânger relatou que a travessia não foi uma boa experiência e fez um apelo para que outros não tentassem o mesmo: “Para ser sincero, nem sei por que vim. Estou voltando agora. É simples assim. Não como desde o almoço de ontem, embora tenha trazido algum dinheiro comigo; só para táxis e coisas do tipo. Ainda não dormi. O que fizemos não foi nada bom, pessoas morreram. Eu imploro, por favor, se você ainda não veio, não venha”.
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De acordo com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, as autoridades em Ceuta estão informando aos imigrantes que a fronteira está aberta para que aqueles que entraram de forma irregular possam voltar livremente.
Ceuta é uma cidade autônoma da Espanha localizada no norte da África. Junto com Melilla, é um dos únicos territórios da União Europeia que fazem fronteira terrestre com o continente africano. Situada na costa do Mar Mediterrâneo, em frente ao Estreito de Gibraltar, a cidade pertence à Espanha há séculos, embora o Marrocos reivindique a soberania sobre o território, o que gera atritos diplomáticos recorrentes.
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Por integrar a Espanha, Ceuta também faz parte da União Europeia. Para muitos migrantes, entrar na cidade representa a primeira porta de acesso ao bloco europeu.
Cerca de 60 mil migrantes entraram em Ceuta nas últimas 24 horas, segundo o prefeito. A maioria é formada por jovens marroquinos, mas também há famílias e crianças. O fluxo já vinha se intensificando ao longo da última semana, e os centros de acolhimento da cidade já estavam próximos do limite antes da nova onda de chegadas.
Pelo menos 34 pessoas morreram durante a travessia, de acordo com as autoridades de Ceuta. Os corpos foram recuperados nas águas da rota, considerada uma das mais perigosas para migrantes, pelas forças de segurança espanholas.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez e outras autoridades estiveram em Ceuta nesta sexta-feira para acompanhar a crise de perto.
Com informações do portal g1.