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Flávio Dino nega pedido de liberdade a Deolane Bezerra e afirma que prisão é legal
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de soltura da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa na última quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix. Na decisão, assinada na sexta-feira (23) e publicada neste domingo (24), Dino entendeu que o STF não é a instância adequada para analisar o pedido de liberdade da investigada.

Ato questionado foi proferido em primeiro grau de jurisdição, justificou o ministro Flávio Dino (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Segundo o ministro, o ato questionado foi proferido em primeiro grau de jurisdição, “contra a qual cabível meio adequado de impugnação, observados seus pressupostos de admissibilidade”. Dino também destacou que, mesmo que o Supremo fosse a instância correta, não identificou ilegalidade na prisão.

“De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego seguimento à presente reclamação”, escreveu o ministro.

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Deolane Bezerra foi presa em sua residência, uma mansão localizada em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo. De acordo com as investigações, ela é suspeita de atuar na lavagem de dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP).

A influenciadora foi transferida na manhã de sexta-feira (22) da Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista, para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado. A unidade, que tem capacidade para 714 detentas, atualmente abriga 873 presas.

Deolane Bezerra já havia sido presa em setembro de 2024, em Recife, durante a Operação Integration, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Ela ganhou notoriedade após a morte do cantor MC Kevin, em 2021, e construiu uma carreira como influenciadora digital, com mais de 20 milhões de seguidores, participando de reality shows e programas de televisão.

A investigação da Operação Vérnix aponta que valores provenientes da facção eram depositados em contas ligadas à influenciadora, misturados a outros recursos e posteriormente devolvidos à organização criminosa. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra.

Fonte: Agência Brasil

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