O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que extinguiu a presidência do PL Mulher após a saída de Michelle Bolsonaro porque as mulheres tendem a criar conflitos entre si e ninguém estaria à altura da ex-primeira-dama para ocupar o posto.

“Você já imaginou se a gente coloca uma? Você sabe mulher como é que é, né? Arruma enguiço com 20”, declarou Valdemar após participar de um almoço com representantes de frentes parlamentares ligadas à tecnologia, ao empreendedorismo, ao combate à pirataria e à competitividade.
A medida foi anunciada na mesma semana em que Michelle deixou o cargo em meio a uma crise familiar envolvendo o enteado Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato à Presidência da República. A ex-primeira-dama se queixou de ataques nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que afirma ter sido humilhada por ele e indicou desânimo com a possibilidade de disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal.
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Flávio, por sua vez, declarou publicamente que nunca desrespeitou mulheres e que “jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”.
A pré-campanha do partido já havia sido alvo de questionamentos sobre machismo na semana anterior, quando o influenciador Paulo Figueiredo — próximo de Eduardo Bolsonaro e que acompanhou Flávio em visita a Donald Trump na Casa Branca — afirmou que mulher “vota muito mal”, especialmente as solteiras.
Com a extinção da presidência nacional, Valdemar decidiu manter apenas as presidentes estaduais do grupo de mulheres do partido. Segundo ele, elas continuarão subordinadas à direção nacional, mas terão autonomia para atuar em suas bases.
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Um dos pontos de tensão na disputa entre Michelle e os enteados era a vice-presidência nacional do PL Mulher, ocupada pela vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL). A ex-primeira-dama defende que ela dispute uma vaga ao Senado, enquanto a legenda deve lançar o nome de Alcides Fernandes (PL), pai do deputado federal André Fernandes, atual presidente do PL no Ceará.
Com informações da Folha de S.Paulo.