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Maioria dos brasileiros é contra redução de penas para envolvidos nos atos de 8 de janeiro, revela Quaest
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Uma pesquisa Quaest divulgada neste domingo (17) mostra que a maioria dos entrevistados rejeita a redução das penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. O levantamento aponta que 52% são contra a medida, enquanto 39% se declaram a favor e 9% não sabem ou não responderam.

Rejeição é ainda maior entre eleitores que se dizem de esquerda não lulista (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A rejeição é ainda maior entre eleitores que se dizem de esquerda não lulista e menor entre os que se identificam como bolsonaristas. Entre os independentes, 58% são contra a redução, 31% são a favor e 11% não sabem ou não responderam.

A Quaest também questionou os entrevistados sobre o motivo da aprovação do PL da Dosimetria. Para 54%, a lei foi aprovada para reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 34% acreditam que o objetivo foi beneficiar todos os condenados e 12% não sabem ou não responderam.

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O projeto de lei, que reduz penas e o tempo de regime fechado para crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, foi aprovado após o Congresso derrubar o veto do presidente Lula (PT) em 30 de abril. O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou a norma em 8 de maio.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar de já estar em vigor, a redução de penas não é automática. Cabe ao Supremo Tribunal Federal recalcular as punições, o que exige provocação da defesa, do Ministério Público ou de um ministro da Corte. Ao menos 190 pessoas condenadas por tramar um golpe de Estado podem ser beneficiadas pela nova lei.

Com informações do portal g1.

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