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Em Lisboa: Caetano Veloso e Paula Lavigne cobram Hugo Motta sobre direitos autorais na IA e impactos das bets
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Após uma apresentação descrita por críticos como “poética e emotiva” no festival Coala, em Cascais, o músico Caetano Veloso saiu para jantar com a esposa e empresária Paula Lavigne e amigos em Lisboa. O grupo foi ao bistrô Cícero, restaurante e galeria no badalado bairro do Chiado, aberto especialmente à meia-noite para a ocasião pelo dono Paulo Dalla Nora Macêdo, a pedido do jornalista Guilherme Amado.

Deputado federal Hugo Motta
Deputado federal Hugo Motta justifica taxação das bets no modelo atual (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Lavigne e Caetano Veloso chegaram depois da 1h da manhã, conversaram com os convidados e, por volta das 2h30, se levantaram para ir embora. Na saída, o casal cruzou com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e a esposa, Luana. Cumprimentaram-se e iniciaram uma conversa.

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O cantor e a empresária mencionaram duas preocupações que os têm mobilizado. Segundo Lavigne, a primeira foi a proteção dos direitos autorais dos artistas no PL de Inteligência Artificial, pautado para junho. A segunda foi o avanço das bets e os impactos que os jogos de aposta têm causado na população.

“Temos recebido muitos relatos sobre o tema e isso tem gerado bastante preocupação”, disse Lavigne.

Depois de liderar um protesto no final de 2025 em Copacabana contra o PL da Dosimetria, o casal prepara uma nova iniciativa. Artistas e sociedade civil organizados no coletivo 342 Artes lançam a campanha #BlockNoTigrinho, para alertar a população sobre os impactos sociais, econômicos e de saúde pública das bets.

Motta ouviu Caetano e Lavigne sem falar nada, apenas balançando a cabeça. À coluna, afirmou que mantém os canais de diálogo aberto e entende a preocupação.

“O setor de entretenimento está sofrendo. O pessoal gasta no jogo e consome menos”, disse Motta.

A relação do deputado com o dono do jogo do Tigrinho, o empresário piauiense Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, ficou exposta recentemente. Motta viajou no jato do empresário em abril de 2025 ao voltar da ilha caribenha de São Martinho junto com o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A Polícia Federal abriu investigação após constatar que cinco malas trazidas no avião não passaram pelo raio-x ao chegar em São Paulo. Motta confirmou a carona de jatinho e sustentou que “seguiu todos os protocolos”.

Segundo Lavigne, a campanha contra o tigrinho decorre da preocupação “com o avanço do endividamento, da dependência e de outros problemas associados às plataformas de apostas. E busca a fiscalização e a aplicação de normas mais rígidas para a publicidade dessas bets”.

Motta já se pronunciou favoravelmente à atividade das bets e à regulamentação do setor, e se posicionou contrário ao aumento da taxação.

“Se você cobra uma alíquota que é impossível de ser paga pelo setor, você favorece a ilegalidade e a consolidação dentro do setor de que, quem não pague imposto algum se estabeleça. É o que nós tínhamos antes da legalização das bets: empresas que tinham servidores fora do país, que estavam instaladas em outras jurisdições”, sustentou durante a tramitação do PL Antifacção.

Com informações do portal UOL.

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