Carlos Bolsonaro deixou o cargo de dirigente partidário no PL, função pela qual recebia cerca de R$ 38 mil. A decisão foi comunicada ao partido no início de junho, com o objetivo de se dedicar integralmente à campanha eleitoral.

Na madrugada desta quarta-feira (1º), ele publicou uma mensagem nas redes sociais sobre o prazo final para desincompatibilização de cargo de direção partidária. No texto, afirmou que “para evitar problemas, abrimos mão do cargo” e acrescentou:
“Seguimos fazendo o nosso trabalho com responsabilidade, jogando aberto, com transparibilidade, sem artimanhas políticas e joguetes de interpretação para ludibriar inocentes”.
A publicação gerou confusão entre apoiadores, que inicialmente interpretaram o post como uma referência à saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher. Alguns questionaram se a movimentação seria uma espécie de “teatro”. O influenciador Allan dos Santos chegou a comentar sobre o assunto.
No entanto, a mensagem se referia à própria situação de Carlos Bolsonaro. Ele havia assumido o cargo de dirigente partidário em dezembro, após renunciar ao mandato de vereador no Rio de Janeiro.
O professor de Direito Eleitoral da FGV, Fernando Neisser, explicou que a legislação não exige desincompatibilização para quem ocupa cargo de direção partidária ao concorrer a um mandato eletivo. Segundo ele, presidentes de partidos costumam disputar eleições sem necessidade de deixar o cargo.
Aliados de Carlos Bolsonaro justificam a renúncia como uma medida preventiva. O objetivo seria evitar questionamentos futuros ou eventuais impugnações na Justiça Eleitoral. Na publicação, o ex-vereador reconheceu que “há diversos entendimentos desta linha de ação, de necessidade de firmar o ato ou não”.
Com informações do portal O Globo.