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Conheça o empresário milionário que assume a cadeira de Cleitinho no Senado
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A cadeira de Cleitinho Azevedo no Senado, até 2031, passa ao primeiro suplente. O empresário Alex Sandro Coelho Diniz (PL), 53 anos, assume depois da eleição do senador ao Governo de Minas Gerais neste domingo. Em 2022, Diniz declarou R$ 66 milhões em bens à Justiça Eleitoral.

O governador eleito Cleitinho e seu suplente de senador, o empresário Alex Sandro Coelho Diniz (Foto: Reprodução)

Natural de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, é sócio da rede de supermercados Coelho Diniz, fundada há 33 anos, com 22 lojas em sete cidades do leste de Minas e um centro de distribuição na cidade natal. O grupo emprega mais de 5.000 pessoas e tem faturamento anual estimado em R$ 2,3 bilhões. A família é a maior acionista do Grupo Pão de Açúcar, com mais de 25,1% das ações, e atua também em logística e incorporação imobiliária.

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Na campanha de Cleitinho ao Senado em 2022, Alex foi o maior doador individual: R$ 190.392,11 ao cabeça da própria chapa. Os irmãos Henrique Coelho Diniz e Fábio Coelho Diniz repassaram R$ 140 mil e R$ 40 mil. Os três somaram mais de R$ 370 mil, 52,2% do que a candidatura declarou ter arrecadado. Cleitinho se elegeu com 4,2 milhões de votos, sem Fundo Partidário, só com doações de pessoas físicas — e repetiu o modelo neste ano, agora para o governo. Naquele pleito, Alex defendeu a geração de empregos no leste de Minas e disse que a presença na chapa poderia aproximar as demandas da região no Congresso.

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É irmão do deputado federal Hercílio Coelho Diniz (MDB), que encerra o segundo mandato e não tentou a reeleição. A base foi transferida ao filho, Vinícius Diniz (PL), lançado à Câmara. Casado e pai de dois filhos, Alex circula por grupos da direita mineira. Filiou-se ao PL de forma discreta em 2025, depois de romper com o Republicanos em meio a disputas em Governador Valadares. Em agosto de 2024, na convenção do PL que oficializou Coronel Sandro à prefeitura, então aliado, Alex — na época vice-presidente do Republicanos em MG — anunciou que tinha entregado o cargo e jogou carteirinha e camisa do partido numa lata de lixo.

A aliança da eleição municipal de 2024 se deteriorou até o rompimento neste ano, no processo que investigou possíveis irregularidades no contrato de transporte escolar. Em depoimento à Comissão Parlamentar Processante da Câmara de Valadares, em abril, Coronel Sandro acusou Alex de uma suposta tentativa de corrupção. O empresário disse que as declarações eram falsas e infundadas. O prefeito foi cassado pela Câmara e voltou ao cargo depois de decisão do STF que apontou irregularidades no processo do Legislativo municipal.

Com informações do portal UOL.

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