Em sessão realizada em 7 de abril de 1999, sob a presidência de Michel Temer, o plenário da Câmara dos Deputados apreciou a cassação do mandato do suplente Talvane Albuquerque, então acusado de assassinar a titular Ceci Cunha em 16 de dezembro de 1998. Jair Bolsonaro, presente à sessão, integrou o grupo de 29 parlamentares que votaram pela manutenção do cargo de Albuquerque. O resultado do placar ficou em 427 votos favoráveis à cassação, 21 abstenções e um voto em branco.

Na ocasião, o deputado declarou: “Fico com a minha consciência pesarosa de votar pela cassação desse Parlamentar, porque amanhã qualquer um de nós pode estar no lugar dele”. Havia consenso entre os parlamentares de que Albuquerque mantivera contato com Maurício Guedes, conhecido como “Chapéu de Couro”, pistoleiro envolvido na morte de Ceci e portador de outros crimes. Bolsonaro, hoje candidato à Presidência da República, minimizou a relação do colega ao indagar: “Q uem aqui nunca teve contato ou conversou com um marginal?”
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Apesar do apoio registrado, Albuquerque teve o mandato cassado. Em 19 de janeiro de 2012, a suspeita das autoridades — com exceção de Bolsonaro — foi confirmada em decisão judicial que o condenou a mais de 103 anos de prisão pelo assassinato.
Com informações do portal Veja.