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PF verifica fronteiras para checar possível saída de Flávio Bolsonaro do país; aliado afirma que senador está no Brasil
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A Polícia Federal realiza rastreamento nos pontos de fronteira do Brasil para verificar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu do país. Pela checagem já feita, o parlamentar não passou oficialmente pela fronteira regular do Brasil com a Argentina. Os agentes fazem também uma checagem de voos entre os dois países.

Evidências usadas para denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro já haviam sido anuladas pelo STJ (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Autoridades argentinas também foram consultadas e afirmaram que não há registro de passagem do senador.

Nesta madrugada, o site argentino Infobae, o maior de notícias da Argentina, publicou que o senador teria cruzado a fronteira com seu documento nacional de identidade. Desde Porto Iguaçu, ele pegaria um avião Gulfstream rumo aos EUA.

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O avião indicado pelo site de fato decolou de Buenos Aires às 22h14 na noite de segunda (26) e pousou em Puerto Iguazu às 23h45. Depois disso, saiu dos radares.

O senador Rogério Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio, negou a informação. “Não saiu”, disse ele ao jornalista Igor Gadelha, do site Metrópoles.

O porta-voz do presidente argentino Javier Milei afirmou, segundo a agência Bloomberg, que Flávio Bolsonaro não entrou na Argentina.

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Na segunda (26), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cancelou todos os passaportes emitidos em nome de Flávio, proibindo-o de deixar o país. A decisão veio à tona na segunda-feira (26), um dia depois de o senador perder a eleição presidencial para Lula (PT).

Alvo de investigação no Supremo, Flávio foi intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda a entregar os passaportes comum e diplomático em até 24 horas, assim como qualquer passaporte de outras nacionalidades que eventualmente tenha.

A decisão de Moraes prevê ainda que ele está proibido de se comunicar com Willer Tomaz, advogado que é amigo do senador e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. O contato está proibido “por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa”.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio disse que a motivação da apreensão do passaporte teria sido uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que afirmou na sexta-feira (23) que o senador deveria deixar o Brasil caso saísse derrotado das eleições.

Com informações da Folha de S.Paulo.

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