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Ricardo Coutinho alega ter chamado a PM primeiro e reafirma que foi vítima de ameaças
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O ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito pelo PT, Ricardo Coutinho, publicou nesta semana um vídeo em suas redes sociais no qual afirma ter sido ele quem acionou a polícia e registrou ocorrência após um episódio nas proximidades da Vila Olímpica de Santa Maria, no Distrito Federal. No post, ele escreve: “A verdade não precisa de gritaria. Precisa de fatos. Diante das ameaças que sofri, eu que liguei para o 190, solicitei a presença da Polícia Militar e procurei uma delegacia para denunciar o que, desde o primeiro momento, considerei uma possível tentativa de extorsão. Não me intimidei. Procurei a polícia para que os fatos fossem esclarecidos.”

Ricardo Coutinho diz que não se curvará a “a nenhuma canalhice” (Imagem: Reprodução/Instagram)

A ocorrência foi registrada na noite de segunda-feira (2), feriado de Finados. Segundo informações da Polícia Militar e relatos divulgados pela imprensa, testemunhas afirmaram que um homem dentro de um veículo teria feito gestos — inclusive de coração — e acionado faróis em direção a crianças que jogavam bola nas proximidades do Centro Olímpico de Santa Maria. A Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas. Coutinho foi conduzido à delegacia, prestou esclarecimentos e foi liberado. O caso permanece sob investigação e foi encaminhado à 33ª Delegacia de Polícia, responsável pela região.

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A defesa do político, por meio do advogado Igor Suassuna, apresentou versão distinta. Em notas e declarações, afirma que Coutinho estava no local acompanhando o enteado em atividade de futebol de salão quando foi abordado de forma agressiva por um jovem que fez ameaças relacionadas à presença de crianças perto do veículo. Segundo a defesa, o próprio Coutinho acionou a Polícia Militar por receio à segurança dele e do enteado e, em seguida, compareceu à delegacia para registrar o ocorrido, classificando o episódio como tentativa de golpe e extorsão. O advogado também anunciou medidas judiciais contra publicações consideradas falsas e difamatórias.

No vídeo, Coutinho reforça: “Acusações dessa gravidade não podem ser lançadas ao vento como se a honra de alguém não valesse nada. Não me curvarei a nenhuma canalhice, muito menos aos métodos tortuosos da extrema-direita, que tenta transformar mentiras em verdades. Podem discordar das minhas ideias, enfrentar minhas posições e combater minha trajetória política. Faz parte da democracia. Mas tentar destruir a honra de uma pessoa é ultrapassar todos os limites. Minha história não foi construída com medo. Minha honra não está à venda. E a verdade não me assusta.”

O secretário de Esporte do Distrito Federal, Renato Junqueira (Republicanos), comentou o episódio nas redes e pediu apuração rigorosa, além de alertar pais e responsáveis sobre cuidados com crianças nos centros olímpicos. A Polícia Civil informou que as partes foram ouvidas e liberadas após os esclarecimentos, e o inquérito segue em andamento para apurar as versões apresentadas.

O caso, que mistura relatos de testemunhas, registro policial e a versão do deputado eleito, permanece sob investigação das autoridades do Distrito Federal.

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