O que pensa o Termômetro da Política
O que pensa o Termômetro da Política
Republicanos na vice de Lucas pode ter efeito negativo
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Deputados Wilson Filho e Adriano Galdino
Deputados Wilson Filho e Adriano Galdino (Foto: Reprodução/Redes sociais)

As cotações sobre quem será o candidato a vice-governador na chapa de Lucas Ribeiro (PP) estão mais para expressão de vontades e disputa por posts patrocinados do que para análise política, conjuntural e baseada em pesquisas. Nos últimos dias, as citações aos nomes de Adriano Galdino e Wilson Filho, ambos do Republicanos, se intensificaram. Outros dois nomes também têm sido mencionados: Eduardo Carneiro (PP) e Rafaela Camaraense (PDT). Estes dois últimos, provavelmente, com menor investimento em impulsionamento junto aos comunicadores locais.

Mas, voltando aos dois representantes do Republicanos, os deputados estaduais Adriano Galdino e Wilson Filho, as apostas em torno de seus nomes representam soma zero.

Do ponto de vista político, ambos pertencem ao mesmo campo do governador Lucas Ribeiro. Adriano Galdino, por mais que, em alguns momentos, manifeste sua preferência por Lula para presidente, tem uma atuação como presidente da Assembleia Legislativa que remete aos velhos coronéis da política nordestina, marcada por atitudes de extremo autoritarismo, destinação de recursos a apadrinhados e indicação de familiares para ocupar cargos para os quais não possuem qualificação.

Já o deputado Wilson Filho carrega a imagem de um herdeiro que distribui sorrisos, mas que não transmite credibilidade. Sua trajetória política é a de um autêntico representante do Centrão. Sem contar que seu posicionamento político parece mais alinhado ao bolsonarismo. Basta observar que nunca se contrapôs às práticas da extrema direita e que, em seu círculo de relações pessoais, sobram eleitores de Flávio Bolsonaro (PL).

Na verdade, um vice do Republicanos pode representar mais do que soma zero, pode ter efeito negativo. Dependendo da forma como os adversários se posicionarem e explorarem o perfil da chapa, essa composição poderá pesar contra a candidatura. Além disso, cabe um questionamento: se o Republicanos já está na chapa majoritária com Nabor Wanderley e seus dirigentes afirmam que há um acordo para manter a presidência da Assembleia Legislativa, os votos de suas bases, ainda assim, não estariam garantidos? Como explicar isso? Existe alguma ameaça velada de não trabalharem pela eleição de Lucas?

Não bastasse todo o peso que as opções apresentadas pelo Republicanos representam, resta outra pergunta: o que realmente importa é apenas o voto atrelado às estruturas políticas e às emendas? Esquece-se de que existe uma parcela considerável do eleitorado paraibano que busca razões de cunho ideológico e programático para definir seu voto. Apesar de a Paraíba conceder votações expressivas a Lula, isso não será considerado na composição da chapa? Teremos uma chapa formada por homens brancos, conservadores e representantes dos segmentos sociais privilegiados?

A Paraíba tem dado exemplos importantes de posicionamento político, com forte inclinação progressista, desde 2010. Quem desconsidera esse aspecto continua fazendo análises e apostas como se ainda estivéssemos no século passado.

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