Na estreia da nova temporada do Conversa com Bial, a atriz Fernanda Torres recordou a intensa e conturbada jornada de divulgação de “Ainda Estou Aqui” para o Oscar de 2025 e o Globo de Ouro, período em que permaneceu mais de oito meses afastada de casa. A artista detalhou como conciliou o press tour internacional, participações em festivais e programas de TV com os incêndios que atingiram Los Angeles.

Durante a conversa, ela descreveu o contraste entre o início modesto da campanha e os eventos dramáticos que se seguiram. “Quando a gente chegou [ao Festival de Veneza] não era ninguém, era um azarão e tivemos de tudo… No dia seguinte ao Globo de Ouro, Los Angeles pegou fogo. Tive que sair fugida! Falavam que era para pegar o essencial, e eu olhava para o Globo de Ouro e pensava: ‘O que é essencial? Será que ele vai derreter? […] Depois entrei no Jimmy Kimmel e me dei conta de que é uma coisa apavorante, porque a gente tem que render [risos]”.
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Mal teve tempo para celebrar o desempenho no talk show americano quando assessores a confrontaram com polêmicas do passado. A atriz relatou o momento em que foi questionada sobre um episódio de blackface ocorrido em 1998. “Quando entrei no camarim, entra o assessor e me pergunta se fiz blackface em 1998 em um programa. Todo comediante pecou nessa. Eu comecei a tremer e falei: ‘Gente, a Cinderela vai acabar como a atriz racista sul-americana”, brincou ela.
Ainda segundo Fernanda Torres, no mesmo hotel ela cruzou com Karla Sofía Gascón, protagonista de “Emilia Pérez”, que a indagou sobre suposta equipe atuando contra ela na disputa pela estatueta de Melhor Atriz. Diante de tantos percalços, a atriz admitiu o receio atual de conceder entrevistas. “Estou com medo de estar aqui hoje, Pedro, porque hoje em dia dar entrevista é um perigo. É um cancelamento certo”, disse em tom de humor.
Com informações do portal gshow.