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Desenrola 2.0 deve ganhar linha para informais e incluir endividados com juros altos que são adimplentes
Termômetro da Política
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que o governo estuda ampliar o Desenrola 2.0 com uma nova linha de crédito destinada a trabalhadores informais, com lançamento previsto para o fim de maio ou início de junho. Segundo ele, o programa também poderá beneficiar pessoas que estão em dia com os pagamentos, mas enfrentam juros elevados.

Desenrola 2.0 é direcionado a brasileiros endividados com o sistema bancário que possuem renda mensal de até cinco salários mínimos (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

“A gente tem um primeiro momento agora do Desenrola para quem está inadimplente. Ela não tem crédito, não cartão de crédito, está com nome negativado. Mas estamos estudando uma segunda rodada para quem está adimplente e tem juros altos”, explicou o ministro durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”.

Durigan destacou a atenção especial ao público informal: “Uma pessoa informal, por exemplo, um olhar que a gente tem com muito cuidado. Ele não tem renda fixa por mês, não tem salário recorrente, uma loja com histórico de recorrência de recebimento. Tem de ganhar seu dia a dia de maneira pontual. Estamos estudando linha para informais para ser anunciada no fim de maio, começo de junho”.

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Lançado nesta semana, o Desenrola 2.0 é direcionado a brasileiros endividados com o sistema bancário que possuem renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). O programa prevê a concessão de novos empréstimos por bancos para renegociar dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e dois anos, incluindo cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

As renegociações oferecerão descontos de 30% a 90%, taxa de juros máxima de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses para pagamento e até 35 dias para a primeira parcela. O limite da nova dívida, após os descontos, será de até R$ 15 mil por pessoa, em cada instituição financeira. Os trabalhadores também poderão usar até 20% do saldo do FGTS, ou R$ 1 mil (o que for maior), para quitar parte ou toda a dívida.

Bancos consultados informaram que aderirão ao programa, mas ainda aguardam definições operacionais e estão ajustando sistemas para iniciar as renegociações. O acesso ocorrerá pelos canais oficiais das instituições, como aplicativos, sites ou agências físicas.

A Medida Provisória que regulamenta o Desenrola 2.0 foi publicada na segunda-feira (4) e já está em vigor. O objetivo é reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país.

Com informações do portal g1.

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