A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro concluiu e entregou os anexos da delação premiada às autoridades. O material, armazenado em um pen drive, já está nas mãos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, que agora iniciam a fase de verificação do conteúdo.

Vorcaro permanece preso na Superintendência da PF, em Brasília. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, foi comunicado sobre a entrega na noite de terça-feira.
Investigadores estimam que a análise conjunta entre PF e PGR deva levar cerca de dois meses. Durante esse período, as autoridades poderão solicitar informações adicionais ao banqueiro, caso considerem necessário. Somente após a conclusão dessa checagem é que o ministro André Mendonça decidirá sobre a homologação ou não do acordo.
A negociação da delação tem como eixo central a devolução de recursos e a comprovação de eventuais atos de ofício por parte de autoridades citadas. Segundo relatos de investigadores, o acordo segue uma lógica técnica, sem definição prévia de alvos ou exclusões.
A partir de agora, PF e PGR avaliarão se os anexos entregues contêm elementos suficientes para o avanço da delação, incluindo a qualidade das informações, a possibilidade de comprovação e o potencial impacto nas apurações relacionadas ao caso Master. A expectativa é que essa fase defina os próximos passos: se o acordo segue adiante, se exigirá complementos ou se serão feitas novas exigências antes da eventual homologação pelo STF.
Com informações do portal g1.