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Flávio Bolsonaro perde 13 pontos no Polymarket após divulgação de áudio cobrando Vorcaro por filme sobre o pai
Termômetro da Política
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofreu forte queda nas apostas do Polymarket sobre a eleição presidencial de 2026 após a divulgação de um áudio em que cobra o banqueiro Daniel Vorcaro por atrasos nos pagamentos para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro.

Enquanto Flávio despencava, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, subia (Imagem: Reprodução/Polymarket)

No início do dia, Flávio aparecia com 43% das projeções na plataforma. Às 16h20, o índice havia recuado para 30%. No mesmo período, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), avançou para 8,6%. O presidente Lula segue na liderança com 43%.

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O áudio foi divulgado pelo Intercept Brasil nesta quarta-feira (13). Na gravação enviada em 8 de setembro de 2025, Flávio diz a Vorcaro:

“Eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, tá todo mundo tenso e fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né.”

Ele ainda menciona o risco para os atores internacionais:

“Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus… os caras renomadíssimos no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim.”

De acordo com o Intercept, Vorcaro pagou ao menos US$ 10 milhões (cerca de R$ 60 milhões) entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações destinadas à produção do filme. A promessa total de investimento era de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões).

O áudio foi enviado um dia antes da primeira prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero. Na véspera da prisão, Flávio enviou mensagem perguntando se o banqueiro poderia atender uma ligação:

“Fala mermão, pode atender?”

Vorcaro respondeu:

“Fala irmaozao, to na igreja”.

Flávio reforçou o apoio em mensagens posteriores:

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”

O Conselho Monetário Nacional aprovou em 24 de abril uma resolução que proíbe a oferta e a negociação, em território brasileiro, de contratos de previsão vinculados a eventos eleitorais. A norma, publicada pelo Banco Central, entrou em vigor no dia 4 de maio e atinge plataformas como Polymarket.

Com informações do portal O Antagonista.

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