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PT pressiona e ameaça punir candidatos que escondem Lula em seus materiais de campanha
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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, cobrou na noite dessa sexta-feira (18) que deputados petistas coloquem o presidente Lula e os majoritários do partido nos seus respectivos materiais de campanha. Quem furar a orientação, ameaçou, pode ter de devolver o fundo eleitoral. A bronca veio no meio de acusações de infidelidade em grupos internos, com “colinha” sem governador, senador e, em alguns casos, sem o próprio presidente. Casos semelhantes acontecem em mais de um estado, como o do ex-governador Ricardo Coutinho, candidato a deputado federal na Paraíba.

Santinho de Ricardo Coutinho não tem pedido de voto para Lula
Santinho de Ricardo Coutinho não tem pedido de voto para Lula (Foto: Reprodução)

O dirigente teria postado no grupo da Executiva Nacional um exemplo sem o nome de Lula. No áudio aos petistas, falou da unidade em pedaços. “Não há nada mais importante que a eleição do presidente Lula. Nós não termos essa clareza na confecção dos materiais que nós vamos divulgar, portanto, que nós vamos fazer a disputa política na sociedade, é muito ruim”.

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A mensagem saiu depois de a Executiva aprovar resolução para as proporcionais reforçarem, em peça e ato, “a presença do presidente Lula e das candidaturas majoritárias apoiadas pelo partido em cada estado, especialmente as candidaturas aos governos estaduais e ao Senado Federal”.

A decisão diz que “é importante ampliar a presença do presidente Lula e das candidaturas majoritárias nos diferentes instrumentos de comunicação utilizados pelas campanhas proporcionais, respeitando as especificidades e estratégias de cada candidatura”.

“Essa orientação deve ser considerada na produção de novos materiais e, quando houver possibilidade, na atualização dos materiais já existentes, contemplando peças impressas e digitais, materiais de rua, windbanners, bandeiras, panfletos, adesivos, conteúdos para redes sociais, materiais utilizados em agendas, plenárias, caminhadas e demais ações de campanha”.

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Edinho reforçou no áudio que “não há como ter unidade partidária se nós não expressamos nos materiais aquilo que nós aprovamos coletivamente”. Admitiu que a resolução “demonstra a dificuldade para a construção da nossa unidade”. “O ideal é que ela não existisse, mas já que existe a necessidade, foi importante essa medida. A partir dessa aprovação, se a nossa militância informar a direção do PT sobre a existência de materiais que não traduzam a nossa tática eleitoral, eu penso que nós temos, e é isso que eu estou defendendo, que a gente encaminhe ações por infidelidade partidária, pedindo a devolução do Fundo Eleitoral”.

O placar foi 20 a favor e a abstenção de um deputado que não apoia o candidato do PT no estado dele. A deliberação agitou os grupos, com fotos de material sem Lula ou sem majoritário. Procurado depois, Edinho ainda não se manifestou.

Com informações da Folha de S.Paulo.

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