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Perícia indica que jovem encontrada morta no prédio do namorado teve lesão compatível a impacto como solo
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Isabelle Caracristi, 22 anos, estudante de Direito, foi achada morta na noite de 13 de setembro no pátio do condomínio em que morava com o namorado, na Aldeota, em Fortaleza. A Perícia Forense do Ceará registrou lesões “compatíveis com o impacto contra o solo”. Os exames toxicológicos deram negativo para substâncias de interesse. Causa e dinâmica seguem em apuração.

Isabelle Caracristi foi achada morta na noite de 13 de setembro (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A repercussão nas redes veio na sexta (18), com o vídeo da mãe, a professora universitária Isorlanda Caracristi, cobrando justiça. A SSPDS informou que a Civil já ouviu quatro pessoas e tem outras quatro na agenda. Câmeras estão em análise. A Pefoce foi acionada na noite do dia 13; o óbito, segundo o atendimento, foi por volta das 20h40 daquela data.

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A TV Verdes Mares tentou o namorado e o escritório. A mãe dele atendeu e desligou quando a reportagem se identificou. O escritório, em nota, disse que João Munhoz exerceu “exclusivamente atividades de natureza administrativa” e que deixou de prestar serviço. Isabelle esteve lá por “aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto, quando solicitou seu desligamento por razões de ordem pessoal”.

No vídeo, Isorlanda conta que a filha reclamava de dor no pescoço e queria o fim de semana com ela. No sábado 12 foram a um aniversário de familiar. No domingo Isabelle falou em missa e procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima com o namorado e a sogra. A mãe viu muitas mensagens dele — comportamento que classifica como controlador — e perdeu o contato à noite.

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Duas mensagens da filha: uma pedindo para olhar a comida na airfryer e outra “Mãe, eu te amo”. Sem resposta depois, Isorlanda pensou no relaxante muscular que tinha indicado. Na segunda (14) ligou e mandou recado ao namorado.

“Para a minha surpresa, eu estava bloqueada, eu fui tentar pelo Instagram dele, bloqueada. No outro Instagram pessoal, bloqueada. Totalmente bloqueada, bloqueada… Certo, aí eu me desesperei”.

No prédio, com o irmão, funcionários hesitaram. A síndica disse que Isabelle tinha morrido na véspera e que o corpo fora à perícia.

“Vocês não querem saber o que é isso não, a dor que eu senti. É como se estivesse rasgando todo o meu corpo. (…) Eu dizia para a síndica: ‘não me diga, isso é sonho, isso é sonho, não é verdade’… Aí eu pergunto, meu Deus, o que aconteceu com a minha filha, até hoje”.

Segundo a mãe, namorado e sogra não mandaram mensagem nem foram ao velório ou ao enterro.

Isabelle cursava o segundo semestre. Em julho conseguiu o estágio e conheceu o namorado, um dos sócios, de 33 anos. Virou estagiária direta dele.

“Até estranhei porque, em pouco tempo assim, já conseguiu avaliar o desempenho… Levou para trabalhar diretamente, tirou ela do setor onde ela estava, levou para o setor dele, onde ele era o gestor desse setor”.

A mãe ouvia o entusiasmo com audiências on-line e alertou para assédio. O namoro foi anunciado em menos de dez dias. Mesmo desconfortável, Isorlanda almoçou com ele e foi ao banheiro conferir o que ele dizia da família.

“Depois desse almoço, me senti mais reconfortada, mas mesmo assim, coração de mãe sabe, sente, que não tinha uma coisa normal ali. Era um exagero, uma coisa muito rápida, uma coisa muito acelerada. Coisas que só adolescente tem, e não um homem feito, de 33 anos de idade”.

Houve briga em casa, mas ela quis ficar perto da filha. Viu controle, pedido do cartão de Isabelle para uma cirurgia e a promessa de abrir empresa no nome dela.

“Eu enlouqueci… Como é que pode um homem de 33 anos, que se diz bem sucedido… (…) Gente, a mãe dele não vai pagar essa cirurgia, ele não tem cartão, ele não tem um plano de saúde?”

Mesmo com as perguntas da família, diz a professora, Isabelle estava apaixonada e se deslumbrava com a empresa e a carreira.

Com informações do portal g1.

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Palavras-chave
feminicídio