O eclipse lunar total desta terça-feira (3) transformará a Lua em uma “Lua de Sangue”, com tom avermelhado característico, durante a fase em que o satélite natural entra completamente na sombra da Terra, chamada umbra. O fenômeno poderá ser observado na manhã do dia 3, entre 5h e 6h, quando a Lua já estará próxima do horizonte, prestes a se pôr.

De acordo com o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo, o eclipse será visível nas Américas, Ásia e Austrália. No Brasil, porém, a observação será limitada devido ao horário e à geografia do país. “Dentro do Brasil, quanto mais para o Oeste você estiver, então as regiões Oeste do Amazonas, Acre, vão ter um pouco mais de visibilidade e vão conseguir, pelo menos, enxergar o eclipse parcialmente”, explica o especialista.
Gonçalves destaca que a baixa posição da Lua no horizonte dificultará a visão em grande parte do território nacional. “Quando começar o eclipse, a Lua já vai estar muito baixa no horizonte, infelizmente. Então, quem conseguir ver alguma coisa lá vai ver um pouquinho”, afirma. Os melhores locais para acompanhar o fenômeno em sua totalidade estão em regiões onde ainda será noite durante a fase máxima, como ilhas do Pacífico. “O lugar ideal mesmo para ver o eclipse seria nas ilhas do Pacífico, Nova Zelândia, Fiji”, ressalta.
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A coloração vermelha surge porque a Terra se interpõe entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar direta. Parte da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar a superfície lunar. “Da mesma forma como a gente observa o Sol avermelhado quando ele está no horizonte, isso acontece porque ele está atravessando uma camada maior de área. Ele deixa de ser, digamos, amarelado e ele fica mais avermelhado, porque a nossa atmosfera espalha essa luz azul”, explica Thiago Gonçalves.
O astrônomo complementa: “A luz azul é espalhada e só chega essa parte vermelha da luz do Sol na superfície da Lua, que é o que a gente enxerga, por isso que se chama uma Lua de Sangue”.
O ano de 2026 terá quatro eclipses no total. O primeiro ocorreu em 17 de fevereiro, um eclipse solar anular. O eclipse lunar desta terça-feira (3) é o segundo do ano e oferece uma oportunidade rara de observar o fenômeno, ainda que com visibilidade parcial em grande parte do Brasil.
Com informações da CNN.