O grupo de jovens indiciados pelo estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, inclui universitários, um jogador de futebol e o filho de um subsecretário estadual. Dois deles foram presos nesta terça-feira (3), enquanto outros seguem foragidos. Além do caso principal, alguns dos acusados são investigados por ao menos mais um crime de estupro coletivo.

Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, está foragido e é investigado no estupro de Copacabana e em pelo menos mais um caso. Nesta terça-feira (3), uma nova vítima registrou denúncia afirmando ter sido abusada por ele. O inquérito foi aberto, conforme informou o delegado responsável. Vitor Hugo é filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Ele também é estudante do Colégio Pedro II, uma das instituições mais tradicionais do Rio.
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Mattheus Veríssimo Zoel Martins está preso. Ex-aluno do colégio Intellectus (unidade Botafogo), concluiu os estudos em 2024. Segundo registros da Liga Niteroiense de Desportos, é atleta do S.C. Humaitá, na categoria sub-20. Mattheus também é investigado em outro caso de estupro coletivo: na segunda-feira (2), uma jovem de 17 anos denunciou ter sido vítima de violência sexual quando tinha 14 anos. Segundo o relato, o crime ocorreu na casa de Mattheus, com participação dele e de um menor de idade. A adolescente afirmou que imagens do ato foram gravadas e divulgadas.
João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, foi preso nesta terça-feira (3). Ele é jogador de futebol e atuava no Serrano FC, clube que anunciou seu afastamento imediato e a suspensão do contrato após a expedição do mandado de prisão.
Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, segue foragido. Estudante de Ciências Ambientais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio), ele teve a matrícula suspensa por 120 dias. Com a medida, fica proibido de circular em qualquer área de convivência da universidade, incluindo salas de aula, laboratórios de ensino ou pesquisa e ambientes administrativos.
Há ainda um menor de idade investigado no caso de Copacabana. Estudante do Colégio Pedro II, ele não teve a identidade revelada. Até a última atualização desta reportagem, não havia registro de mandado de apreensão contra ele. O procedimento segue na Vara da Infância e Juventude.
Com informações do portal g1.