Um muro de 13,4 metros de altura por 6 metros de largura, erguido em 2001 no quintal de uma residência em Passos, no Sul de Minas Gerais, voltou a chamar atenção nas redes sociais após viralizar com quase 4 milhões de visualizações. A estrutura, construída logo após a conclusão de um edifício vizinho, bloqueia completamente a vista das janelas e sacadas de pelo menos três andares do prédio ao lado.

O arquiteto Ivan Vasconcelos, responsável pelo projeto, explicou que o proprietário da casa decidiu pela obra ao perceber que as sacadas do novo prédio seriam voltadas diretamente para sua piscina e área de lazer. “A casa dele é de um padrão muito bom, tem piscina, um quintal grande que faz um L e o prédio era inteirinho voltado para a área dele. Ele queria a privacidade dele”, contou o profissional.
Antes de iniciar a construção, o dono da residência tentou negociar com os responsáveis pelo edifício. Segundo Vasconcelos, ele ofereceu um terreno mais valioso no centro da cidade em troca da área, propôs a instalação de brises metálicos nas janelas e até se dispôs a comprar os apartamentos com vista para seu quintal. Todas as propostas foram rejeitadas, com valores pedidos acima do mercado ou soluções arquitetônicas recusadas pelo grupo construtor.
Diante da falta de acordo, a solução encontrada foi levantar o muro dentro dos limites do próprio terreno. A Prefeitura de Passos confirmou que a obra é totalmente regular, pois a legislação municipal da época não estabelecia limite de altura para muros de divisa.
A estrutura foi feita com tijolos cerâmicos queimados intercalados, permitindo a circulação de vento apesar do bloqueio visual quase total. O muro rapidamente se tornou ponto turístico improvisado na rua, com curiosos e influenciadores registrando vídeos no local.
Enquanto alguns moradores do prédio reclamam da perda de luminosidade e da possível desvalorização dos imóveis — onde unidades chegam a ser oferecidas por até R$ 1,3 milhão —, outros residentes afirmam preferir o paredão, pois também garante sua própria privacidade.
Com informações do portal Terra.