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Pastora Helena Raquel viraliza ao confrontar violência doméstica e abusos no meio evangélico: “Quem agride mata”
Termômetro da Política
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Uma pregação da pastora Helena Raquel durante um dos maiores congressos evangélicos do Brasil ganhou repercussão nacional nos últimos dias, com um vídeo que já supera 11 milhões de visualizações nas redes sociais. Em tom direto e contundente, ela abordou temas como violência contra a mulher, abuso sexual e pedofilia dentro de igrejas, criticando o silêncio e o corporativismo religioso.

“Pare de orar por ele hoje e comece a orar por você”, disse a pastora Helena Raquel durante sua pregação (Fotos: Reprodução)

No trecho mais compartilhado, a pastora se dirige às mulheres que vivem relacionamentos abusivos:

“Pare de orar por ele hoje e comece a orar por você. Você precisa ter coragem para sair, denunciar e buscar um lugar seguro. E não acredite em pedidos de desculpa, porque quem agride mata.”

Helena Raquel também afirmou de forma categórica:

“Pedófilo não é ungido. Pedófilo é criminoso. Não existe capacidade de se encontrar na mesma figura um pastor e um abusador. Ou é pastor, ou é abusador.”

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A mensagem foi proferida no 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, realizado em Camboriú (SC). A pregação completa, com cerca de 1h20 de duração, já acumula mais de 1 milhão de visualizações no YouTube em poucos dias, com milhares de comentários de mulheres relatando experiências semelhantes de violência e falta de acolhimento em ambientes religiosos.

Com mais de 30 anos de ministério, Helena Raquel lidera a Assembleia de Deus Vida na Palavra (ADPIV) no Rio de Janeiro. Casada com o pastor Eleomar Dionel e mãe de Maria Clara, ela é idealizadora do projeto Pastoras do Brasil, autora de 13 livros — entre eles “Libertando a Alma” e “Eleitas: a legitimidade e o valor do ministério feminino” — e mentora de mulheres.

Em entrevista ao g1, a pastora explicou que o tema surgiu de um direcionamento espiritual durante a oração, e não de um caso específico:

“Foi um direcionamento de Deus ao meu coração através da oração. Estou certa de que a proteção à criança e à mulher é um tema de grande importância cristã e precisa ser abordado, ensinado e defendido.”

Sobre a grande repercussão, inclusive fora do universo evangélico, ela afirmou:

“Recebi com um altíssimo senso de responsabilidade e satisfação pelo alcance de um tema tão importante. A violência contra mulheres e crianças não é uma questão partidária ou religiosa apenas, é uma questão humanitária e urgente.”

Helena Raquel reconheceu críticas, mas disse que elas foram minoritárias diante do apoio recebido:

“As críticas negativas foram insignificantes diante do apoio de milhares de pessoas. É comum que alguém tente negar as verdades que expus, mas foi maravilhoso ver a enxurrada de despertamento que isso trouxe.”

Ao explicar a frase mais repercutida sobre “ungido não é abusador”, ela reforçou:

“Honrar uma autoridade constituída por Deus é bíblico e saudável. Mas criminosos não podem ocupar esse lugar. Não é necessário continuar tratando como ungido quem deliberadamente se rebelou contra Deus se tornando um criminoso.”

A pastora relatou já ter vivido de perto a dor da violência, incluindo o caso de uma criança sequestrada e assassinada por um homem que se infiltrou em uma igreja. Para as vítimas, deixou um recado claro:

“Independentemente da religião, ninguém deve se calar diante da violência. Denuncie, busque um ambiente seguro. E não se sinta rejeitado por Deus — muito pelo contrário, mantenha-se nos braços dele.”

Com informações do portal g1.

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