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Operação desarticula esquema de fraudes contra 3,5 mil aposentados correntistas do BRB
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Uma ação da Polícia Civil do Distrito Federal, coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), prendeu sete pessoas na manhã desta terça-feira (23). O grupo é suspeito de capitanear um esquema de descontos financeiros irregulares que atingiu cerca de 3,5 mil contas de aposentados no Banco de Brasília (BRB). Conforme apontam as investigações, o prejuízo estimado com as fraudes alcança a cifra de R$ 5 milhões.

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Entre os detidos na operação desta terça-feira estão três servidores do próprio BRB (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Os mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos de forma simultânea no Distrito Federal e no estado de Minas Gerais. Entre os detidos na operação desta terça-feira estão três servidores do próprio BRB, apontados como os responsáveis por efetivar os descontos diretamente nas contas dos correntistas sem que houvesse qualquer tipo de autorização legítima.

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As buscas em solo mineiro ocorreram nos municípios de Belo Horizonte e Igaratinga. Já no Distrito Federal, os agentes atuaram nas regiões do Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico. Os alvos incluíram endereços residenciais e também as sedes de diversas entidades representativas que, de acordo com a polícia, eram utilizadas para viabilizar as fraudes.

Como funcionava o esquema

A Polícia Civil detalhou que os envolvidos entravam em contato telefônico com as vítimas e, posteriormente, utilizavam transcrições falsas dessas ligações para simular que os aposentados haviam concordado com as cobranças. Para dar vazão aos descontos e captar o dinheiro desviado, os suspeitos constituíam falsas associações.

Os investigadores calculam que o esquema operava ativamente desde o ano de 2024. A polícia identificou seis entidades criadas com o propósito de direcionar os valores subtraídos das contas bancárias de forma irregular:

  • CASSISP
  • SBSP
  • ASPJUB
  • CASSISPUB
  • MÃO AMIGA
  • COBJUD

O padrão de atuação descoberto no BRB assemelha-se a crimes praticados contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entre os anos de 2019 e 2024. Aquelas fraudes passadas haviam sido objeto de apuração por parte da Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto.

Diante da repercussão do caso, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), manifestou-se por meio de uma rede social para anunciar as providências administrativas e legais que foram adotadas pelo governo local. A chefe do Executivo informou ter acionado o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, para a contratação imediata de uma auditoria externa com o objetivo de destrinchar as irregularidades.

A governadora também destacou o papel que caberá à Procuradoria-Geral do Distrito Federal a partir de agora:

“Determinei, ainda, que a PGR busque meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos. O salário, as aposentadorias e pensões dos servidores do GDF são sagrados”, disse.

Esta é a segunda grande investida policial que atinge a estrutura do Banco de Brasília em um curto intervalo de tempo. Na última sexta-feira (19), a instituição já havia sido o epicentro de uma apuração conduzida pelo Ministério Público, que resultou no cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão.

Aquela linha de investigação anterior focava em descontos indevidos aplicados diretamente na folha de pagamento de servidores públicos do DF. Embora aquela ação não tenha resultado em prisões, figuraram como alvos nomes do alto escalão, como Ney Ferraz, ex-secretário de Economia; Eduardo Chedid, diretor do PicPay; e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que atualmente encontra-se preso.

Com informações do portal g1.

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