A estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, foi assassinada com mais de 100 golpes de faca dentro do próprio apartamento em Barbacena, no interior de Minas Gerais. O principal suspeito do crime é seu namorado, Gustavo Dutra Lima, de 25 anos, que foi preso pela Polícia Militar na cidade de Bom Jardim de Minas. No dia 21 de fevereiro deste ano, Letícia havia registrado uma ocorrência policial contra o namorado, relatando comportamento agressivo, ameaças e ciúmes excessivos. Apesar disso, o relacionamento continuou e Gustavo não chegou a ser preso na ocasião.

De acordo com o laudo da Polícia Civil que embasou a prisão preventiva do suspeito, Letícia foi atingida de forma reiterada, principalmente no rosto, no pescoço, nas costas e nas mãos. O Ministério Público de Minas Gerais destacou que a vítima “foi atingida, inacreditavelmente, por mais de uma centena de golpes, que lhe causaram múltiplas lesões e vasto derramamento de sangue, denotando extrema violência e dolo intenso”. Para o órgão, a quantidade de lesões demonstra um “ataque reiterado” e não uma agressão isolada.
O corpo de Letícia foi encontrado na manhã de domingo (28) pelo ex-marido, após uma amiga relatar o desaparecimento dela. Com a autorização de uma vizinha, ele acessou o apartamento pela sacada e avistou a estudante caída no chão da sala. O Samu e a Polícia Militar foram acionados, mas a morte foi confirmada no local.
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A faca utilizada no crime foi localizada dentro do apartamento e será periciada. Gustavo foi preso ainda no domingo, na cidade de Bom Jardim de Minas, cerca de 180 km de Barbacena. Com ele, foram encontrados a carteira e três cartões bancários da vítima. Segundo a polícia, ele e Letícia haviam participado juntos de um evento na noite de sexta-feira (26), última vez em que ela foi vista com vida.
Testemunhas relataram que, quando amigos começaram a se preocupar com o sumiço de Letícia no sábado (27), Gustavo afirmou não saber onde ela estava e disse estar na cidade de Carandaí. A Polícia Militar, no entanto, o localizou em Bom Jardim de Minas.
O Ministério Público considerou Gustavo uma pessoa de “elevada periculosidade” e afirmou que a forma como Letícia foi morta demonstra seu “absoluto desprezo pela integridade física e pela vida da mulher com quem mantinha vínculo afetivo”.
A defesa de Gustavo Dutra Lima informou que, “neste momento, não se manifestará sobre os fatos relacionados à investigação em curso”. Os advogados Tatiana Cristina Cavalieri Tomaz da Silva Chaves e Marcelo José Cerqueira Chaves afirmaram que “quaisquer esclarecimentos ou manifestações serão apresentados exclusivamente nos autos, no momento processual oportuno e perante as autoridades competentes”.
Letícia estava na reta final do curso de medicina e deixa dois filhos, de 18 e 12 anos. O corpo dela foi sepultado na segunda-feira (29), no Cemitério Parque Repouso da Cidade, em Barbacena.
Com informações do portal UOL.