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Suspeita de matar casal de idosos em BH tinha dívidas com apostas e recebeu ajuda da família para pagar agiota
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A principal suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, em Belo Horizonte, enfrentava problemas financeiros relacionados a apostas online. Segundo a Polícia Civil, parentes da mulher arrecadaram cerca de R$ 40 mil para quitar uma dívida dela com um agiota pouco antes do crime.

Nilza Maria Neto (à esq), tia de Paola Stefany Neto Cirino (à dir.), fez um apelo para que a sobrinha se entregue à polícia (Fotos: Reprodução)

Paola Stefany Neto Cirino, de 40 anos, foi presa nesta quinta-feira (2) em Itabira, no interior de Minas Gerais. De acordo com o delegado Gustavo Barletta, a própria família relatou ter reunido o dinheiro para ajudar na quitação da dívida.

“A própria família fala que teria levantado entre os familiares R$ 40 mil para ajudá-la a pagar uma dívida”, afirmou o delegado.

O delegado Felipe Freitas explicou que, até o momento, a polícia não conseguiu identificar a origem exata do débito. “A gente não sabe a que pretexto foi essa dívida. A família informa que ela teria levantado a quantia de R$ 40 mil para pagar um agiota. Agora, qual o contexto dessa dívida? A gente ainda não tem essa informação”, disse.

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A tia da suspeita, Nilza Maria Neto, contou que a sobrinha tinha problemas com apostas online, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”. Segundo ela, a família percebeu mudanças no comportamento de Paola e a levou para atendimento em um hospital psiquiátrico de Belo Horizonte, onde ela iniciou tratamento medicamentoso. “Descobrimos tudo que estava acontecendo. Levei ela ao plantão de um hospital psiquiátrico, onde foi medicada. Foi aí que ela começou a tomar remédio”, relatou a tia.

A Polícia Civil concluiu que o casal foi vítima de latrocínio. Paola foi contratada para realizar um serviço de limpeza no apartamento e aquela era a primeira vez que ela entrava no imóvel. Os investigadores apuraram que o advogado permaneceu em casa no dia do crime para acompanhar o jogo da Seleção Brasileira, em vez de sair como costumava fazer.

De acordo com a perícia, Cláudio Atala foi atingido por 17 facadas, enquanto Maria Clotilde sofreu sete golpes. Os ferimentos nas mãos das vítimas indicam tentativa de defesa.

Após os ataques, a suspeita tomou banho no apartamento, trocou de roupa e saiu do prédio carregando bolsas, mochilas e outros pertences das vítimas. Imagens de câmeras de segurança mostram que ela entrou no edifício apenas com uma bolsa e saiu cerca de oito horas depois com diversos objetos. Parte dos bens, como relógios e joias, foi negociada na região central de Belo Horizonte.

A Polícia Civil também investiga se outra pessoa auxiliou na fuga de Paola. Registros de câmeras mostram um carro parado por cerca de 15 minutos próximo ao prédio antes de a suspeita entrar no veículo. Após passar pela Região Central de Belo Horizonte, ela foi para Ribeirão das Neves, onde morava com familiares, e depois fugiu levando o filho de 6 anos.

Com informações do portal g1.

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