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Meta apresenta o Muse Charm; ‘tamagochi’ com IA incorporada para ser levado no bolso
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A Meta apresentou nessa quarta-feira (23), no Connect 2026, em Menlo Park, o Muse Charm: um gadget do tamanho de um chaveiro e que mais parece um tamagochi pensado para conversar com o agente de inteligência artificial Muse sem desbloquear o celular. Mark Zuckerberg mostrou o aparelho e o descreveu como um “little guy” no qual a empresa “empacotou muita tecnologia”.

Muse Charm tem IA incorporada e aspecto de brinquedo
Muse Charm tem IA incorporada e aspecto de brinquedo (Foto: Divulgação)

O Charm parece um relógio grosso sem pulseira: tela na frente, cordão para o pescoço ou para o chaveiro. A cobertura do evento descreve sensor de digital no canto superior direito para ativar a fala, furos de microfone e, segundo outlets como The Verge e GSMArena, uma câmera frontal. Relatos posteriores divergem sobre a câmera; a Meta ainda não fechou a ficha técnica. Zuckerberg falou em acabamento translúcido, “estética hacker elevada”, e admitiu que só existem poucos protótipos e que falta definir o material final.

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O equipamento é anunciado como aparelho independente, com conexão própria, para falar com o Muse e “mostrar o que está acontecendo ao redor” quando a pessoa não está de óculos inteligentes. A empresa promete envio “a tempo do Natal”, em dezembro, depois de ter cogitado 2027. Preço do equipamento não foi divulgado.

O Charm não substitui o Muse: exige cadastro no agente e o app em muse.ai. O Muse, lançado em 8 de setembro de 2026, é o software que lê e envia e-mail, reserva viagem, preenche formulário, negocia, compra e segue a tarefa mesmo com o app fechado. Conecta-se a e-mail, calendário, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente. Roda no celular (iOS e Android), na web e no WhatsApp — canal em que a Meta quer que o usuário trate o agente como um contato. Avatares intercambiáveis aparecem no Charm; suporte a óculos de IA da Meta foi prometido para os meses seguintes.

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O uso cotidiano do Muse é gratuito, com teto semanal. Acima disso há os planos Power (US$ 20 por mês) e Maximum (US$ 100). O centro de ajuda trata as faixas como volume de tokens (cerca de 100 milhões na faixa livre, 500 milhões e 3 bilhões nas pagas), não como funções extras. Relatos dizem que mesmo o nível grátis pede cartão. O Charm em si continua sem tabela.

A página oficial resume o aparelho como “o primeiro dispositivo feito para o Muse” e pede fila de espera. Sem o software, o chaveiro perde sentido: o lançamento inicial do agente ficou restrito aos Estados Unidos, para maiores de 18 anos. A Meta não detalhou países nem data para o restante do mundo.

O Connect 2026 também trouxe os Meta VR Glasses a US$ 1.299 para a primavera de 2027 e os Ray-Ban Meta Audio sem câmera. O Charm entra na corrida de gadgets de IA no bolso — categoria em que produtos como o AI Pin da Humane e o R1 da Rabbit já fracassaram. A aposta da Meta é o Muse já instalado no WhatsApp e no celular, agora com um corpo do tamanho de um tamagotchi.

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