A ação policial ganhou repercussão nacional após ter como um dos alvos a influenciadora Deolane Bezerra, presa em maio deste ano. Segundo o Ministério Público, a investigação aponta que uma transportadora de fachada, sediada na região de Presidente Venceslau (SP), teria sido utilizada para lavar dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as investigações, parte dos recursos movimentados pela empresa teria sido destinada a contas ligadas à influenciadora. Os investigadores afirmam que Deolane recebeu, entre 2018 e 2021, R$ 1.067.505 em depósitos fracionados, modalidade conhecida como smurfing, utilizada para dificultar a identificação da origem dos valores. A investigação também aponta que a sobrinha de Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, seria um dos elos entre a influenciadora e a cúpula da organização criminosa. As acusações são negadas pelas defesas.

A reportagem apurou que a defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), alega que houve irregularidades nas investigações que resultaram na Operação Vérnix, deflagrada em maio deste ano para apurar um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado milhões de reais por meio de empresas de fachada. Entre os alvos da ação policial estavam a influenciadora Deolane Bezerra, Marcola e três parentes dele, identificados como Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, também defendidos por Ferullo.
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O advogado Bruno Ferullo protocolou, na última terça-feira (4/11), resposta à acusação apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). No documento, ele sustenta que os elementos apresentados pelo órgão são insuficientes para comprovar a responsabilidade penal atribuída aos investigados. Em nota, a defesa declarou ter apontado, no documento, irregularidades que remontam à fase de investigação e que, em seu entendimento, comprometem a validade dos atos do processo. “A defesa também requereu acesso aos elementos da investigação que ainda não lhe foram disponibilizados, além de outras diligências que considera necessárias ao esclarecimento dos fatos e ao exercício do contraditório e da ampla defesa.” Na versão do advogado, os elementos apresentados pelo Ministério Público não são suficientes para demonstrar a responsabilidade penal atribuída a eles. Ferullo informou que aguarda a manifestação do Ministério Público e a posterior apreciação de seus pedidos pelo Juízo.
Outro alvo preso na operação foi Everton de Souza, conhecido como “Player”. O Ministério Público apontou que ele atuava como operador financeiro do grupo criminoso. José Albino Neto, advogado de Player, apresentou resposta à acusação no mesmo dia e também declarou ter havido irregularidades ao longo da investigação. O advogado também informou que o suspeito está em tratamento oncológico e pediu a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. “Neste momento a maior preocupação da defesa e dos familiares de Everton é o seu grave estado de saúde, que se agravou após seu ingresso no sistema penitenciário. Por esta razão foi requerida a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, de modo a assegurar a continuidade do tratamento médico que necessita.”
A Operação Vérnix, que investigou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC com empresas de fachada e teve Deolane Bezerra, Marcola e parentes entre os alvos, agora é contestada pelas defesas, que apontam irregularidades na fase de investigação e solicitam acesso a elementos ainda não disponibilizados, enquanto a defesa de Player pede prisão domiciliar em razão do agravamento do estado de saúde oncológico.
Com informações do portal Metrópoles.