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Governo brasileiro defende Pix e avalia novo tarifaço devido a esfriamento na relação com Trump
Termômetro da Política
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A comitiva do governo brasileiro retornou dos Estados Unidos nesta semana com a percepção de que novas tarifas podem estar a caminho e de que o ensaio de aproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump perdeu força.

Encontro abordou a agenda comercial bilateral, com foco na suspensão do tarifaço de 50% imposto por Trump (à esq), além das sanções contra ministros do governo brasileiro e do STF
Ofensiva de Trump contra o Pix pesa na relação entre os países (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Dois fatores principais contribuíram para essa avaliação. O primeiro foi o deslocamento do foco do presidente americano para o conflito no Oriente Médio, especialmente a guerra com o Irã. O segundo diz respeito aos impactos econômicos dessa tensão internacional, que ameaçam a reeleição de Lula.

À medida que os efeitos do conflito se refletem na economia brasileira, Lula tem atribuído cada vez mais a Trump a responsabilidade pela inflação no país e, consequentemente, pelas dificuldades que enfrenta para se reeleger.

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Embora o discurso crítico a Trump possa ajudar a conter a perda de votos, o governo entende que ele não será suficiente para impedir o retorno do tarifaço.

Outro elemento que pesa nessa leitura é a ofensiva de Trump contra o Pix, o sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central que democratizou as transações financeiras e tem gerado prejuízos para empresas americanas.

Do lado brasileiro, Lula já deixou claro que o país não abrirá mão do Pix.

A combinação desses fatores fez com que a comitiva voltasse com a sensação de que o cenário externo se complicou e de que medidas protecionistas americanas podem voltar a ameaçar a economia brasileira nos próximos meses.

Com informações da CNN.

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