O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta sexta-feira que um dos cinco passageiros franceses repatriados do cruzeiro MV Hondius apresentou sintomas de infecção por hantavírus durante o voo de retorno. O grupo foi imediatamente colocado em “isolamento rigoroso”.

“Eles estão recebendo cuidados médicos e serão submetidos a testes e a um balanço sanitário”, informou Lecornu em publicação no X (antigo Twitter).
O governo francês vai promulgar um decreto com medidas de isolamento. Lecornu explicou que o ato administrativo “permitirá a implementação de medidas de isolamento adequadas em relação aos casos de contato e protetoras da população em geral”. A ministra da Saúde, Catherine Vautrin, deve fazer um pronunciamento sobre o caso ainda nesta noite.
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O navio de cruzeiro MV Hondius atracou hoje pela manhã no porto de Tenerife, nas Ilhas Canárias. A Espanha iniciou a operação de repatriação dos cerca de 150 passageiros e tripulantes de 23 nacionalidades. Os cidadãos espanhóis foram os primeiros a deixar a embarcação e foram levados para Madri em avião militar, sem contato com o público. Eles estão assintomáticos e serão testados novamente em uma semana.
Holandeses, alemães, belgas e gregos formam o segundo grupo de resgate, seguidos por turcos, franceses, britânicos e americanos. A repatriação deve ser concluída até as 15h (horário de Brasília) de amanhã, segundo a proteção civil espanhola.
A Agência Europeia de Segurança da Saúde classificou os passageiros e tripulantes como contatos de alto risco. No entanto, a transmissão a bordo é considerada improvável, pois inspeções sanitárias não encontraram roedores no navio. O risco de contaminação para a população em geral também é baixo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O MV Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril. O surto foi identificado após casos graves de hantavírus a bordo. O vírus é transmitido principalmente por roedores, por meio de contato com urina, fezes, saliva ou partículas contaminadas inaladas. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e desconfortos gastrointestinais. Em casos graves, pode causar falta de ar e complicações pulmonares ou renais. Não existe vacina nem antiviral específico para o tratamento.
A origem da infecção ainda é incerta. A hipótese mais provável é de que alguns passageiros tenham sido expostos à variante Andes na Argentina antes do embarque, com possibilidade de transmissão limitada entre pessoas a bordo.
Com informações do portal UOL.