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Eleição presidencial na Colômbia vai para o 2º turno com candidato da extrema direita à frente
Termômetro da Política
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A eleição presidencial da Colômbia não teve vencedor no primeiro turno realizado neste domingo (31). Com 99,21% das urnas apuradas, o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella, do Movimento Defensores da Pátria, liderou com 43,7% dos votos, seguido pelo esquerdista Ivan Cepeda, que recebeu 40,90%. Os dois disputarão o segundo turno marcado para 21 de junho.

De la Espriella, conhecido como “El Tigre”, emergiu como favorito na reta final da campanha (Foto: Reprodução)

De la Espriella, de 47 anos, emergiu como favorito na reta final da campanha. Líder do movimento de ultradireita, ele admira figuras como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, com quem tem certa semelhança física. Ao contrário de Cepeda, ele rejeita o diálogo como solução para o problema das guerrilhas e promete uma ofensiva militar. O candidato também defende a saída da Colômbia de organismos internacionais como a ONU e a OEA, alegando que eles promovem “políticas de esquerda”.

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Durante a campanha, De la Espriella enfrentou episódios de violência: dois integrantes de sua equipe foram mortos a tiros em 15 de maio. Ele também acusou membros da inteligência colombiana de participarem de um suposto plano para assassiná-lo. Conhecido pelo apelido “El Tigre”, o advogado mantém um site chamado “De la Espriella Style”, onde comercializa bebidas alcoólicas, livros, músicas e roupas. Em uma entrevista na TV, ele se gabou do tamanho do órgão genital e afirmou que isso o ajudava a conquistar votos. O candidato também foi questionado por ter defendido o empresário Alex Saab, acusado pelos EUA de atuar como laranja de Nicolás Maduro. De la Espriella diz que a relação profissional com Saab terminou há seis anos, antes das acusações.

Do outro lado, Ivan Cepeda, de 63 anos, senador e filósofo filiado ao partido Pacto Histórico, representa a continuidade das políticas do governo de Gustavo Petro. Ele foi um dos principais mediadores do acordo de paz com as Farc assinado em 2016 e defende o diálogo como caminho para resolver o conflito armado. Cepeda também apoia o aumento do salário mínimo, a redução de benefícios para congressistas e uma reforma agrária.

A campanha foi dominada pelo tema da criminalidade. Enquanto De la Espriella promete construir dez megaprisões e afirma que “no meu governo não haverá processos de paz. Criminosos que não se submeterem serão eliminados, conforme permitido por lei”, Cepeda aposta na ampliação das negociações com grupos armados.

O economista e analista político Jorge Restrepo, da Universidade Javeriana de Bogotá, expressou preocupação com os discursos dos dois candidatos. Segundo ele, tanto a linha dura de De la Espriella quanto a proposta de Cepeda de convocar uma Assembleia Constituinte caso o Congresso rejeite reformas sociais podem representar riscos ao sistema democrático colombiano.

Independentemente de quem vencer, o próximo presidente enfrentará um Congresso fragmentado, como ocorreu no governo Petro. O Pacto Histórico continua sendo a maior força, mas sem maioria própria, o que exigirá constantes negociações para aprovar projetos e reformas.

Com informações do portal g1

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