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Gesto de supervisor do VAR em Alemanha x Curaçao gera polêmica por suposta simbologia supremacista
Termômetro da Política
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Um gesto realizado pelo árbitro australiano Shaun Evans, supervisor da cabine do VAR na partida entre Alemanha e Curaçao pela primeira rodada da Copa do Mundo FIFA 2026, repercutiu intensamente nas redes sociais neste domingo (14). A cena, captada durante a transmissão da partida no Houston Stadium, em Houston (Texas), foi interpretada por internautas como um símbolo associado à supremacia branca.

Momento ocorreu durante a apresentação da equipe de arbitragem, pouco antes do início do jogo
Momento ocorreu durante a apresentação da equipe de arbitragem, pouco antes do início do jogo (Foto: Reprodução/YouTube)

O momento ocorreu durante a apresentação da equipe de arbitragem, pouco antes do início do jogo. A câmera focou nos responsáveis pelo VAR e mostrou Evans em pé, com a mão próxima à perna. Ele uniu as pontas do polegar e do indicador e abaixou os demais dedos, formando um movimento semelhante ao sinal de “ok” invertido.

Internautas rapidamente associaram o gesto ao “white power” (poder branco), símbolo usado por grupos extremistas. O sinal “OK”, originalmente neutro, foi cooptado por supremacistas brancos e, segundo a Liga Antidifamação (ADL), organização americana que monitora crimes de ódio, pode ser considerado uma “verdadeira expressão da supremacia branca”.

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A partida, válida pelo Grupo E da Copa do Mundo, terminou com vitória da Alemanha por 7 a 1 sobre a estreante Curaçao. Não houve qualquer controvérsia relacionada à arbitragem durante os 90 minutos em campo.

O vídeo do gesto circulou rapidamente no X (antigo Twitter) e em outras plataformas, com usuários brasileiros e estrangeiros questionando o ato e marcando o perfil oficial da FIFA. Até o momento, a entidade máxima do futebol e o próprio árbitro australiano não se manifestaram oficialmente sobre o episódio.

A repercussão se concentra no contexto de combate ao racismo e à discriminação no futebol, tema que ganhou destaque na edição de 2026 da Copa do Mundo com novos protocolos de denúncia de abusos. O caso de Shaun Evans, no entanto, permanece sem esclarecimento oficial até o fechamento desta edição.

Assista ao vídeo

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