Geógrafos da Universidade Estadual de Oregon, nos Estados Unidos, estimaram que 58,8 mil edifícios foram provavelmente danificados ou destruídos nas áreas atingidas pelos terremotos que abalaram a Venezuela na última quarta-feira (24). A análise foi realizada a partir de imagens captadas pelo satélite Sentinel-1, da Nasa.

Os pesquisadores compararam as imagens registradas após os tremores com um conjunto de fotografias de referência obtidas ao longo de 2025. De acordo com o estudo, um edifício é considerado danificado quando pelo menos 50% de sua área de implantação aparece no mapa de perda de coerência gerado pelo satélite. Os pontos de maior concentração de danos coincidem com as regiões que registraram a maior intensidade dos abalos, especialmente na costa central e no corredor que inclui Caracas.
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O material produzido pelos pesquisadores é descrito como preliminar e ainda não foi validado. Os dados indicam que a maior parte dos estragos se concentra em áreas densamente povoadas.
O governo da Venezuela, por sua vez, registrou até o momento o colapso de 774 edifícios. Desse total, 189 foram totalmente derrubados e 585 sofreram danos parciais. Na última atualização oficial, as autoridades informaram 1,9 mil mortes e 10,5 mil feridos. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que quase 50 mil pessoas estejam desaparecidas.
Em resposta à situação, o governo venezuelano anunciou a criação de uma comissão técnica para avaliar as condições de infraestrutura e habitação nas regiões afetadas. As estruturas serão classificadas em três níveis de risco — vermelho, amarelo e verde —, e aquelas identificadas com alto risco de desabamento receberão atenção prioritária.
Fonte: Agência Brasil