Li Huifang, responsável pela creche Heshi Peixin, na cidade de Tianshui, foi condenada à prisão perpétua por produzir e comercializar alimentos tóxicos e prejudiciais à saúde. A sentença, anunciada em 16 de outubro e divulgada pela agência estatal Xinhua, decorre do episódio em que 247 crianças registraram níveis anormais de chumbo no sangue depois de consumir refeições preparadas com pigmentos tóxicos de tinta.

Além da pena principal, a Justiça determinou o confisco de 500 mil yuans (cerca de R$ 378 mil) em bens pessoais de Li. Outras cinco pessoas também foram condenadas no mesmo processo. A diretora da creche, Zhu Jinglin, recebeu 15 anos de prisão e multa de 300 mil yuans (aproximadamente R$ 227 mil). Quatro funcionários da cozinha cumprirão penas entre seis e oito anos.
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De acordo com a investigação oficial, os empregados adicionavam pigmentos de tinta não comestíveis às refeições, misturando-os à farinha na preparação de bolos e pães coloridos. As próprias embalagens dos pigmentos indicavam expressamente que os produtos eram impróprios para consumo humano. A prática teve início em maio de 2024 e se manteve até julho de 2025, com os alimentos contaminados sendo oferecidos, em média, seis vezes por mês. Os pigmentos haviam sido comprados pela internet.
A direção da creche buscava, com as cores mais intensas, tornar as refeições mais atraentes para as crianças e seus familiares, na expectativa de facilitar a atração de novos alunos. Imagens e vídeos das preparações eram compartilhados em grupos de mensagens e nas redes sociais como forma de promoção da unidade.
A contaminação veio à tona em julho de 2025. Exames identificaram níveis anormais de chumbo no sangue de 247 das 251 crianças matriculadas. Outros 28 funcionários da instituição também apresentaram alterações, conforme o governo provincial. As concentrações detectadas nos alimentos superavam amplamente o limite de segurança de 0,5 miligrama de chumbo por quilo estabelecido pela norma chinesa: uma amostra de pão continha 1.340 miligramas por quilo e um bolo, 1.052 miligramas por quilo.
A apuração ainda apontou irregularidades nos exames médicos. Funcionários de um hospital local alteraram resultados de testes de chumbo referentes a duas crianças. Autoridades de saúde e de fiscalização passaram a ser investigadas por falhas no acompanhamento do caso. Depois da descoberta, todas as 247 crianças tiveram acesso a tratamento hospitalar ou a acompanhamento nutricional, segundo as informações do governo.
Com informações do portal UOL.