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Grupo da Coreia do Norte é suspeito por roubo bilionário; ação pode ter começado contra funcionário da Binance
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A empresa de análise de blockchain TRM Labs afirmou nessa quinta-feira (29) ter “alta confiança” de que o ataque contra a Binance, que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da corretora, foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte, segundo a agência de notícias AFP. A empresa citou “informações robustas dentro e fora da blockchain”.

Ataque à Binance pode ter consequências mais amplas para o setor de criptomoedas (Foto: Divulgação/Binance)

“Várias características do ataque coincidem com roubos anteriores vinculados à Coreia do Norte”, afirmou a TRM. Analistas acreditam que o TraderTraitor faça parte do Grupo Lazarus, que ganhou notoriedade em 2014, quando foi acusado de invadir os sistemas da Sony Pictures em represália a “A Entrevista”, filme que satirizava o líder norte-coreano Kim Jong-un.

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Ainda segundo analistas, o ataque à Binance pode ter consequências mais amplas para o setor de criptomoedas, que já enfrentava a pressão dos juros mais altos nos Estados Unidos e da queda na demanda de compradores de fundos negociados em bolsa. O ataque é considerado por especialistas o maior roubo de moedas digitais já registrado.

Um notebook invadido de um dos engenheiros da Binance pode ter aberto caminho para o roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da corretora, a maior de criptomoedas do mundo. Segundo a empresa, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. “Nossa equipe de segurança está rastreando todo o caminho do ataque através do computador comprometido, que pode ser o ponto de entrada do incidente”, afirmou a Binance. Mais tarde, a empresa informou ter identificado outros pontos de invasão.

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Mark Karpeles, ex-chefe da corretora de bitcoin Mt Gox, disse à agência Reuters que os invasores provavelmente acessaram as chaves privadas de pelo menos duas carteiras da Binance. Sediada em Tóquio, a Mt Gox encerrou suas atividades há 12 anos, após o roubo de US$ 500 milhões em bitcoin. “A Binance parece ter dividido seus ativos em vários sistemas, garantindo que um ataque só possa afetar parte dos ativos, mas mesmo assim um único ataque é uma grande perda”, afirmou Karpeles.

Com informações do portal g1.

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