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STJ suspende julgamento que definirá regras para pagamento de atrasados em ações previdenciárias
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) interrompeu nesta quarta-feira (10) o julgamento dos embargos de declaração no Tema 1.124, após um dos ministros pedir vista. A suspensão adia por até 90 dias a definição sobre os efeitos financeiros de benefícios do INSS concedidos ou revisados na Justiça com base em documentos apresentados apenas no processo judicial.

Indefinição atual gera impacto direto em milhares de processos em tramitação (Foto: Gustavo Lima/STJ)

O Tema 1.124 trata de situações em que segurados têm pedidos de benefícios indeferidos administrativamente e, posteriormente, levam novas provas ao Judiciário. A Primeira Seção do STJ já havia firmado entendimento de que, para configurar interesse de agir, é necessário que o requerimento administrativo tenha sido instruído com toda a documentação exigida pelo INSS.

Com a suspensão, permanecem paralisados em todo o país os recursos repetitivos que discutem o mesmo tema. O ministro que pediu vista tem até 90 dias corridos para devolver o processo, prazo que pode se estender até setembro de 2026.

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No julgamento de mérito realizado em 2025, o STJ estabeleceu que o benefício é devido desde a Data de Entrada do Requerimento (DER) quando o segurado comprova que apresentou ao INSS as mesmas informações utilizadas na ação judicial. O tribunal também entendeu que, se o INSS nega o pedido sem solicitar documentos complementares, os valores retroativos podem ser reconhecidos a partir da DER, desde que o direito esteja comprovado naquele momento.

Por outro lado, quando a ação judicial se baseia em documentos novos, não apresentados na via administrativa, o STJ firmou que o segurado deve formular novo pedido ao INSS. A ausência desse novo requerimento pode levar ao reconhecimento de falta de interesse de agir, com possível perda do direito aos atrasados ou até do próprio benefício.

A indefinição atual gera impacto direto em milhares de processos em tramitação. Advogados que atuam na área previdenciária aguardam a decisão para ajustar estratégias de atuação, especialmente nos casos em que o INSS indefere benefícios sem solicitar esclarecimentos ou documentos adicionais.

A suspensão também interfere na organização financeira do INSS, que precisa provisionar recursos para eventuais pagamentos de valores retroativos dependendo do entendimento que prevalecer após o retorno do processo.

Com informações do portal SpaceMoney.

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