O plenário do Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi resultado de articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Foram 42 votos contrários e 34 favoráveis. Como a aprovação exigia o apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores, a indicação foi arquivada.

A votação durou pouco mais de sete minutos. Senadores da oposição comemoraram o resultado, enquanto parlamentares da base governista demonstraram surpresa com o desfecho.
Após a rejeição, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encerrou a sessão por volta das 19h15.
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O relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Weverton Rocha (PDT-MA), havia avaliado que Messias teria entre 45 e 48 votos favoráveis. Mais cedo, a CCJ havia aprovado o nome por 16 votos a 11.
Esta é a primeira vez em mais de 130 anos que o Senado derruba o nome de um indicado ao STF. As únicas rejeições anteriores ocorreram em 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto, quando cinco indicações foram recusadas.
Antes da votação sobre Messias, os senadores aprovaram indicações para vagas no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no Tribunal Superior do Trabalho (TST) — com a escolha de Margareth Rodrigues Costa — e para o cargo de defensora pública-geral federal da Defensoria Pública da União, com Tarcijany Linhares Aguiar Machado.
A indicação de Jorge Messias havia sido anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril. Ele foi escolhido para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.
Com informações da Agência Brasil.