Política - -
Caso do desembargador desaparecido há um mês e encontrado morto no RJ segue sendo investigado
Termômetro da Política
Compartilhe:

O corpo do desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho foi localizado na tarde dessa terça-feira (19) nas proximidades da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A descoberta foi feita por agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e do Corpo de Bombeiros. Segundo a Polícia Civil, não havia sinais aparentes de violência no local.

Alcides Martins Ribeiro Filho, de 64 anos, estava desaparecido desde o dia 14 de abril (Foto: Divulgação/TRF-2)

O magistrado, de 64 anos, estava desaparecido desde o dia 14 de abril. Ele foi visto pela última vez após sacar R$ 1 mil e pegar um táxi com destino à Vista Chinesa. Desde então, não houve mais informações sobre seu paradeiro. O caso mobilizou o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e foi acompanhado de perto pela Polícia Civil.

Em nota, o TRF-2 informou, com “profundo pesar”, que o corpo encontrado no Parque Nacional da Tijuca apresenta indícios de ser do desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho. A Corte destacou, no entanto, que a identificação oficial ainda depende da confirmação das autoridades responsáveis pela investigação. O presidente do tribunal, desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas do magistrado.

Leia também
Operação Tarja Oculta: Polícia do RJ investiga esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 338 milhões

A perícia foi realizada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). As circunstâncias da morte ainda estão sendo investigadas.

Na semana passada, a família realizou uma missa em homenagem ao desembargador na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Tijuca. O irmão dele, o contador aposentado José Paulo Martins Ribeiro, de 67 anos, contou que a informação sobre o último destino do magistrado foi repassada à polícia pelo taxista que o atendeu.

“Ele mora em Ipanema, mas, no dia, estava a passeio na Tijuca, onde pegou um táxi na direção à Vista Chinesa. Um dia após registrarmos o caso, a Polícia Civil identificou o táxi e o taxista, que passou a informação sobre o destino do meu irmão. Isso foi muito importante”, relatou.

José Paulo também falou sobre o estado emocional da família e do irmão. Separado, Alcides tinha três filhos, entre eles uma menina de 8 anos. Em maio do ano passado, ele foi afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça por suspeita de agressões contra a ex-mulher.

“Uma hora vai sair o resultado na Justiça sobre esse caso. E eu tenho certeza de que será favorável a ele. Não é verdade que ele é um cara violento”, afirmou o irmão na ocasião. Ele também relatou que o desembargador estava impedido de ver a filha caçula e que isso afetou profundamente seu estado psicológico.

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que atua como assistente qualificada da ex-mulher do desembargador, afirmou que ela foi vítima de violência doméstica e familiar. O órgão destacou que o magistrado “foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pela prática de crimes relacionados à violência doméstica e outros tipos penais. O processo tramita em segredo de justiça perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deferiu medida protetiva de urgência em favor da vítima”.

A Defensoria também repudiou “qualquer tentativa de culpabilização ou revitimização da assistida, ainda que no contexto de um cenário aflitivo como o do desaparecimento do desembargador federal”.

Com informações de O Globo.

Compartilhe: